
Basta marcar uma viagem, programar alguns dias de praia ou escolher um sapato mais fechado para surgir a dúvida: quanto tempo a esmaltação dos pés vai permanecer intacta? A resposta passa pela técnica escolhida. Embora a esmaltação tradicional e a em gel tenham a mesma finalidade estética, a composição dos produtos e a forma de secagem fazem com que o resultado seja diferente em durabilidade, brilho e resistência.
Na esmaltação tradicional, o esmalte seca gradualmente pela evaporação de seus componentes. Já na esmaltação em gel, o produto é curado em cabine, processo que promove a polimerização da fórmula. Na prática, isso significa que a cliente sai do atendimento com as unhas secas, sem o período de espera necessário para a secagem do esmalte convencional.
“Uma das diferenças mais perceptíveis para a cliente é justamente sair do atendimento com a esmaltação já seca. Isso muda a experiência, porque não existe aquela preocupação de encostar a unha no sapato ou marcar o esmalte logo depois de sair do salão. A outra vantagem está na manutenção do brilho e na resistência do acabamento ao longo dos dias”, explica Marina Groke, diretora da Unhas Cariocas, maior rede de esmalterias do mundo, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF).
A preparação da unha também tem papel importante no resultado da esmaltação em gel. Antes da aplicação da cor, é necessário higienizar e preparar adequadamente a superfície para favorecer a aderência do sistema. É nessa etapa que entram produtos como higienizantes, desidratadores, primers e bases, cada um com uma função específica.
Depois desse processo, o esmalte em gel é aplicado e levado à cabine pelo tempo indicado para aquela formulação e equipamento. A cura adequada é fundamental para que o material alcance as características previstas pelo fabricante. Diferentemente do esmalte tradicional, que continua sujeito a marcas durante o período de secagem, o gel, após a cura correta, já apresenta a superfície pronta para o contato com o ambiente.
“Na esmaltação em gel, cada etapa interfere na durabilidade. Não adianta olhar apenas para a cor ou para o brilho final. A preparação correta da unha, a quantidade de produto, a aplicação uniforme e o tempo adequado de cabine estão diretamente relacionados ao desempenho da esmaltação”, explica Marina.
Quando o gel também entra na uniformização
A esmaltação em gel não deve ser confundida com técnicas de banho, blindagem ou alongamento. Nesses procedimentos, entram produtos construtores destinados a trabalhar a estrutura da unha. Géis de diferentes viscosidades atendem a necessidades distintas, incluindo nivelamento e, em determinadas situações, uniformização de formatos e tamanhos.
Por isso, uma unha que já apresenta comprimento e formato regulares e precisa apenas de cor não necessariamente demanda uma construção. A esmaltação em gel atende à proposta de oferecer cor, brilho e maior resistência. Já alterações estruturais exigem avaliação profissional e uma técnica específica.
A formulação dos produtos também ganhou espaço nas discussões do mercado profissional. Mudanças regulatórias e o interesse crescente pela composição dos materiais utilizados diariamente levaram fabricantes a reformular produtos e retirar determinados componentes de suas formulações. É o caso de linhas profissionais que passaram a trabalhar sem TPO, HEMA e DMPT.
Para Marina, conhecer esses componentes também faz parte da qualificação profissional. “A escolha de um produto precisa considerar o desempenho que ele entrega, mas também a composição e a forma correta de utilização. A profissional trabalha com esses materiais de maneira recorrente e precisa conhecer o sistema com o qual está trabalhando.”
A maior durabilidade, no entanto, não significa que a esmaltação em gel dispense cuidados. O crescimento natural das unhas cria uma área sem produto próxima à cutícula e indica a necessidade de renovação do procedimento. Na remoção, também é importante respeitar o protocolo correspondente ao sistema utilizado, sem puxar ou desprender o material à força.
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