Lula e Flávio
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A diferença na intenção de voto em Flávio e Lula entre quem recebe e não recebe Bolsa Família, segundo a pesquisa BTG/Nexus

Lula e Flávio Bolsonaro – Foto por MAURO PIMENTEL / AFP/AFP

A nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira, 13, mostra uma das maiores diferenças de comportamento eleitoral do segundo turno quando o eleitorado é dividido entre beneficiários e não beneficiários do Bolsa Família. Entre os entrevistados que recebem o programa ou moram com alguém que recebe, Lula aparece com 68% das intenções de voto, contra 23% de Flávio Bolsonaro.

Entre os que não recebem o benefício e não vivem com beneficiários, o cenário se inverte: Flávio registra 52% e Lula, 41%. Branco ou nulo somam 5% e 2% não sabem ou não responderam.

Qual é a diferença entre beneficiários e não beneficiários?

No grupo ligado ao Bolsa Família, Lula tem vantagem de 45 pontos percentuais sobre Flávio: 68% a 23%. Já entre os não beneficiários, Flávio aparece 11 pontos à frente, com 52% contra 41%.

A comparação mostra como o programa social se tornou um dos recortes em que a divisão entre os dois candidatos é mais acentuada. Entre os beneficiários, apenas 4% dizem votar em branco ou nulo e 6% não sabem ou não responderam.

Como esse recorte se relaciona com a renda?

A diferença observada entre beneficiários e não beneficiários também aparece quando o eleitorado é separado por renda. Entre quem recebe até um salário mínimo, Lula tem 58% e Flávio, 32%. Na faixa de um a dois salários mínimos, Flávio aparece com 47% e Lula, 44%.

Nas faixas seguintes, a distância aumenta em favor do senador: entre quem recebe de dois a cinco salários mínimos, Flávio registra 50% e Lula, 43%; acima de cinco salários mínimos, são 57% para Flávio e 40% para Lula.

LULA X FLÁVIO: SURPRESAS E REVIRAVOLTAS DA CORRIDA ELEITORAL

O Bolsa Família concentra um dos maiores percentuais de Lula?

Sim. Os 68% registrados entre beneficiários ou pessoas que vivem com algum beneficiário estão acima do percentual de Lula na amostra total, que é de 45% no cenário estimulado. É também um dos recortes em que o presidente alcança seu desempenho mais elevado entre os segmentos detalhados no levantamento.

Entre os não beneficiários, a relação é diferente: Lula fica abaixo de seu percentual geral e Flávio supera sua própria marca nacional, de 48%.

Como o resultado se compara ao cenário geral?

Na amostra total, Flávio Bolsonaro aparece com 48% das intenções de voto e Lula, com 45%. Outros 5% declaram voto branco ou nulo e 2% não sabem ou não responderam. Nos votos válidos, o placar é de 52% para Flávio e 48% para Lula.

O cruzamento com o Bolsa Família mostra, portanto, dois comportamentos eleitorais bastante distintos dentro de uma mesma disputa: ampla vantagem de Lula entre os beneficiários e vantagem de Flávio entre os não beneficiários.

Há outros grupos em que a diferença também é grande?

Sim. A pesquisa mostra Lula à frente entre mulheres, jovens de 16 a 24 anos, nordestinos, eleitores com ensino fundamental, católicos e pessoas sem religião. Flávio aparece à frente entre homens, eleitores de 25 a 59 anos, nas regiões Norte/Centro-Oeste, Sudeste e Sul, entre quem tem ensino médio ou superior e entre evangélicos.

Esses recortes ajudam a mostrar que a disputa de segundo turno é marcada por diferenças importantes de perfil social, econômico, regional e religioso.

Qual a metodologia da pesquisa?

A 17ª rodada da pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 10 e 12 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07997/2026.

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