Atrizes pornô.

Morte de atrizes pornô levanta debate sobre condições de trabalho na indústria adulta

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Na última quinta-feira, 15 de fevereiro, a polícia encontrou a atriz pornô Kagney Linn Karter morta nos Estados Unidos, levantando então especulações sobre a possibilidade de suicídio. Sua morte se soma às recentes perdas das também atrizes pornô Jesse Jane e Thaina Fields, ocorridas em janeiro deste ano.

A perícia considerou a hipótese de overdose ao encontrar Jesse Jane, conhecida nos anos 2000, sem vida em sua casa em Oklahoma. Bem como Thaina Fields que faleceu no Peru, meses depois de criticar publicamente a indústria pornô. As circunstâncias de sua morte também permanecem indefinidas.

Esses eventos reacendem ainda mais debates antigos sobre a relação entre a profissão de atriz pornô e desfechos trágicos como esses.

Um estudo publicado em 2012 pelo “Journal of Sex Research” destacou que a ideia de que estrelas pornô têm maiores índices de abuso sexual infantil e problemas psicológicos não é consistente em comparação com mulheres de outras profissões. No entanto, o estudo revelou que essas profissionais têm uma maior probabilidade de uso de drogas e de início precoce da vida sexual.

Outros casos

Em 2018, a morte de cinco atrizes famosas num intervalo de três meses gerou repercussão global, trazendo à tona denúncias e discussões sobre a pornografia. A atriz Ruby disse à “Rolling Stone” que os produtores e empresários da indústria não se importam com a saúde e o bem-estar das atrizes. Foi dito que eles preferem lucrar com elas mesmo após suas mortes.

Lana Rhoades, uma ex-atriz pornô, relatou em um podcast que saiu da indústria devido a cicatrizes psicológicas, incluindo depressão e pensamentos suicidas.

A autora da dissertação de mestrado “(Des)construindo performances: O feminino como sujeito na pornografia feminista”, Thais Faria de Castro, argumenta que os filmes pornô convencionais reproduzem e mantêm o machismo e a hegemonia masculina, contribuindo para a desumanização das pessoas envolvidas na indústria. Ela alerta para a precarização do trabalho e seus impactos na saúde mental e física das atrizes, ressaltando a necessidade de garantir condições dignas de trabalho e acesso à humanidade para todos os profissionais da indústria adulta.

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