Injeção

Enfermeira acusada de envenenar colega pode ir a júri popular

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A 2ª Vara do Júri de Fortaleza solicitou que leve a júri popular uma enfermeira acusada de matar um colega de trabalho com uma injeção letal. O crime ocorreu em um hospital particular no Centro de Fortaleza, em julho de 2017, onde ambos trabalhavam. Nara Priscila Carneiro, de 40 anos, acusa de homicídio qualificado contra Ramam Cavalcante Dantas, seu colega com quem mantinha um relacionamento extraconjugal.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Nara teria envenenado Ramam porque ela estava grávida dele. Mas ela não queria que ele assumisse a paternidade para evitar problemas em seu casamento. O crime ocorreu quando Nara, que supervisionava uma sala de Unidade de Cuidados Especiais, envenenou Ramam, que era supervisor de atendimento no hospital infantil.

Apesar dos indícios apontarem inicialmente para um suicídio, a polícia descobriu evidências que sugeriam o envolvimento de Nara. Testemunhas afirmaram que apenas ela tinha acesso aos medicamentos usados na morte de Ramam. As filmagens do hospital mostraram que ela entrou na sala com a vítima, mas saiu sozinha.

O processo contra Nara Priscila está em andamento desde 2018. Após audiências e interrogatórios, a 2ª Vara do Júri de Fortaleza determinou que ela enfrente um júri popular por homicídio qualificado. A defesa da ré entrou com um recurso no Tribunal de Justiça do Ceará, solicitando a despronúncia do caso ou a retirada das qualificadoras do crime. O recurso será julgado por uma das câmaras criminais do Tribunal de Justiça.

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