Rio secando na Amazônia

Seca na Amazônia pode bater recorde histórico

Blog Brasil Geral

A Seca na Amazônia neste ano está severa e ameaça estabelecer recordes preocupantes e pode persistir até janeiro de 2024, de acordo com previsões do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O Cemaden é uma entidade ligada ao governo federal brasileiro.

Essa condição climática está impactando vários rios cruciais para a região, resultando em vazões significativamente abaixo da média histórica.

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Consequentemente, espera-se que o número de municípios afetados pela estiagem aumente consideravelmente até o final do ano, tendo implicações sérias na navegação fluvial, acesso à água, aumento das queimadas e perdas na produção agrícola familiar. Estima-se que, somente no estado do Amazonas, aproximadamente 500 mil pessoas sejam afetadas até outubro. Diante dessa situação crítica, tanto Manaus quanto Rio Branco já declararam estado de emergência.

Os desdobramentos dessa seca preocupante podem se estender até dezembro ou janeiro, antes de começar a desintensificar no mês de março ou abril de 2024. Atualmente, a região enfrenta a estação seca, quando a vazão dos rios naturalmente diminui. No entanto, a estiagem deste ano ameaça rivalizar em severidade com as secas devastadoras de 2015 e 2016, que assolaram a região, e até mesmo superá-las.

Análise do Cemaden

Uma análise do Cemaden, baseada em medições da Agência Nacional de Águas (ANA), revela uma situação crítica em diversos rios da região. As previsões são pessimistas para os próximos três meses.

Segmentos de rios fundamentais, como o Negro e o Solimões, formadores do rio Amazonas, estão previstos para ter vazões abaixo da média histórica, assim como outros rios cruciais, como Madeira, Juruá, Purus e Xingu.

Os bancos de areia, que se tornam mais visíveis e extensos a cada dia, devem crescer ainda mais. Os efeitos disso vão além da navegação fluvial, afetando também a pesca, agricultura e o equilíbrio ambiental da região.

Seca na Amazônia é agravada por fenômeno

Similar a 2015, a presença do fenômeno El Niño, um aquecimento anormal do Pacífico equatorial, agrava a seca atual. Neste ano, o El Niño está mais intenso, e seus efeitos estão sendo amplificados pelo aquecimento do Atlântico Tropical Norte.

Apesar de afetar diferentes áreas da Amazônia, o aquecimento das águas do oceano resulta em uma redução significativa da precipitação na região, conforme apontado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Esse fenômeno está atrasando o início da temporada de chuvas, que normalmente ocorre em novembro.

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