
Mais de 10 mil pessoas foram dadas como desaparecidas após os terremotos mortais na Venezuela nessa quarta-feira, 24 de junho. Essa informação consta em um site criado para rastrear pessoas desaparecidas, que foi compartilhado online por líderes da oposição venezuelana.
Muitos dos líderes estão fora do país devido ao regime governante, mas estão compartilhando atualizações humanitárias.
Segundo o site de rastreamento, mais de 10 mil pessoas estavam desaparecidas às 5h40 da manhã, horário local
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou na TV estatal nesta quinta-feira, 25 de junho, que o número de mortos por conta dos terremotos no país chegou a 164, com 971 pessoas feridas. Segundo elas, além dos dois principais, foram mais de 30 tremores de repiques.
A notícia surge horas depois de Delcy Rodriguez ter anunciado que pelo menos 32 pessoas morreram e 700 ficaram feridas.
Equipes de resgate estão vindo de outros países para ajudar nas buscas, inclusive dos EUA, e o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que o país está ‘mobilizando imediatamente’ recursos.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos utilizou modelos preditivos para estimar o número de mortos causados pelos dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela durante a noite. O Serviço informou que um terremoto de magnitude 7,2 atingiu uma área a cerca de 160 km a oeste de Caracas, seguido, menos de um minuto depois, por um tremor de magnitude 7,5.
Os modelos sugerem que o número de mortos provavelmente chegará aos milhares, com uma probabilidade grande de o número final de vítimas ultrapassar os 10 mil. Os números chegariam ao máximo de 100 mil, em uma situação mais catastrófica.
O segundo terremoto, ocorrido poucos minutos após o primeiro tremor durante a noite, foi o mais forte que a Venezuela experimentou em mais de um século. O levantamento foi feito pela rede de TV americana CNN, citando dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos.
O maior tremor já registrado na Venezuela ocorreu em 1900, com magnitude 7,7, ao largo da costa norte, perto da capital Caracas.
O epicentro desse tremor estava a apenas algumas centenas de quilômetros dos terremotos ocorridos durante a noite.
O segundo terremoto da noite passada – que teve magnitude 7,5 – é o segundo maior da história do país. O primeiro tremor, ocorrido menos de um minuto antes, foi o quarto maior já registrado no país, com magnitude de 7,2.
Equipes de engenharia, defesa civil e centenas de agentes de resgate foram mobilizados em caráter de urgência para atuar nos escombros de edifícios e hotéis que desabaram em Caracas e em cidades do interior.
Em pronunciamento, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodrigues, disse que a prioridade é encontrar sobreviventes nos escombros. A presidente interina da Venezuela destacou o apoio que vem recebendo de governos e organismos internacionais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais para oferecer ajuda humanitária imediata à Venezuela.
Em comunicado, Trump classificou os abalos como massivos em escala e informou que instruiu todas as agências do governo americano a mobilizarem equipes de busca, resgate e insumos médicos de emergência para envio imediato à região afetada.
O presidente americano falou em um número devastador de mortos, mas não deu mais detalhes.
O ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro enviou uma mensagem em nome dele e da esposa, Cilia Flores, direcionada à população venezuelana.
O ex-ditador e a esposa estão presos em Nova York desde janeiro, quando foram capturados pelo exército dos Estados Unidos em Caracas e enviados ao país para responder por diversos crimes.
No Brasil, o presidente Lula manifestou consternação com os impactos dos terremotos e orientou o Ministério das Relações Exteriores a avaliar medidas de assistência em conjunto com a embaixada brasileira em Caracas.
Em comunicado, o Planalto reafirmou a determinação do Brasil em apoiar a gestão da presidente encarregada Delcy Rodríguez no trabalho de recuperação das áreas atingidas.
Segundo o Itamaraty, não há relatos de cidadãos brasileiros entre as vítimas dos tremores.