
Bryan Henrique de Souza de Barros, o menino de 7 anos que morreu após se afogar na piscina de um parque aquático em Olinda, foi enterrado no domingo, 26 de julho, no Cemitério de Santo Amaro, no Centro do Recife. À TV Globo, um tio-avô da criança, o comissário de polícia José da Silva, disse que o garoto era alegre e sorridente e que a família está muito abalada.
“Eles [os avós e pais da criança] estão muito abalados, sem poder falar nada a respeito. Mas nós vamos investigar, porque houve uma negligência de alguém”, afirmou.
O caso aconteceu na tarde do sábado, 25 de julho, no Olinda Via Park, localizado no bairro de Sapucaia. Segundo testemunhas, o menino foi visto desacordado dentro da piscina e retirado da água por uma cliente do parque. Em seguida, uma bombeira civil fez os primeiros socorros na criança.
Parentes informaram que não havia sinalização indicando a profundidade e restringindo o acesso de crianças à piscina. Por meio de nota, o Olinda Via Park informou que suspendeu as atividades por tempo indeterminado.
A vítima foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu. O afogamento é investigado pela 7ª Delegacia Seccional de Olinda.
“Minha família está abalada, mas vou investigar para ver se a gente chega a algum ponto-final porque não pode ficar assim. Tinha que ter salva-vidas no clube”, afirmou.
Ainda de acordo com o tio-avô do menino, Bryan era uma criança alegre e vivia com a avó. “Uma criança animada, satisfeita, brincava com a gente ali, a família toda unida”, disse.
O que diz o Olinda Via Park
Procurado, o Olinda Via Park informou que:
- lamenta o ocorrido e, logo após o acidente, foram prestados os primeiros socorros no local;
- o parque aquático permanecerá temporariamente fechado a partir deste domingo (26), ainda sem data de retorno das atividades;
- manifesta as mais sinceras condolências e solidariedade aos pais, familiares e amigos da vítima;
- mantém contato com a família para oferecer apoio, suporte e assistência;
- está colaborando integralmente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos.
O g1 perguntou à administração do parque quanto tempo os salva-vidas levaram para prestar socorro à vítima, se havia algum profissional de segurança monitorando o local no momento do acidente, qual a profundidade da piscina e se havia restrição de altura e idade para o acesso a ela, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.