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Cantor Afroito abriu vaquinha virtual de R$ 1 milhão para comprar casa e pagar aluguéis atrasados — Foto: Reprodução/Instagram

O cantor e compositor pernambucano Afroito anunciou, na quinta-feira, 30 de julho, que desistiu da vaquinha que buscava arrecadar R$ 1 milhão para comprar um casarão no Recife e quitar dívidas de aluguel. A decisão foi divulgada no Instagram, após uma semana de intensa polêmica sobre o valor estabelecido como meta do financiamento coletivo.

Em vídeo, o artista explicou que a decisão foi tomada para proteger pessoas próximas. Afirmou, também, que a a intenção inicial era se comunicar com seu público habitual e oferecer contrapartidas, como seu vinil e ingressos, mas a campanha tomou uma dimensão inesperada.

O cantor relatou que a viralização do vídeo resultou em ataques graves. Ele afirmou ter lido comentários que “são de tirar a humanidade”, embora também tenha recebido mensagens de apoio e carinho de novos seguidores.

“Está gerando um pânico e um medo nas pessoas próximas. Muita gente está preocupada comigo. Por esses motivos e por outros, vou desistir do financiamento coletivo. […] Deu lugar a uma enxurrada de xenofobia e racismo, que fica feio até de assistir. Não vale a pena pelo todo. Foi uma publicidade muito grande, né? Espero que, quando eu lançar música, também tenha esse interesse todo da imprensa”, disse.

A campanha foi aberta no dia 20 de julho e terminaria em 50 dias. Em dez dias de crowdfunding, Afroito conseguiu mais de R$ 9 mil, o que correspondia a menos de 1% da meta.

Nas redes sociais, Afroito havia contado que decidiu morar na casa que pretendia comprar por ser um espaço apropriado para suas atividades profissionais. Como estava num momento de ascensão na carreira, ele investiu no aluguel de R$ 5 mil.

Mas o pagamento está atrasado há seis meses, pois o artista ficou sem previsão de novos shows. Do total de R$ 1 milhão, R$ 800 mil seriam para a compra da casa e o restante, para o pagamento de taxas e multas, além da dívida de cerca de R$ 50 mil pelo atraso dos aluguéis.

Afroito reiterou que o estranhamento do público e da imprensa nacional se deu pelo valor da cifra e pelo uso da ferramenta “vaquinha” para a compra do imóvel, mas defendeu que o financiamento coletivo é uma prática comum no meio artístico.

Ele também ironizou os ataques que recebeu, e afirmou que, por ser uma pessoa pública, “seleção natural é uma coisa comum” e que “às vezes os artistas vão ter movimentos que parte do público e das pessoas vão concordar, ou não”.

“Me parece que agora quando eu for cantar vai ter muito mais gente do que de costume. Estou de braços abertos a receber todas as pessoas. Espero que vocês não joguem o tomate em mim, porque eu sou muito sensível, tá certo? E que vocês me acompanhem da maneira que for possível”, afirmou.

G1 PE

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