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Prefeito é preso em flagrante durante operação

Fernando de Canto de Moça (MDB), prefeito de Ielmo Marinho, preso pela Polícia Civil nesta quarta, 28 de janeiro, no RN — Foto: Prefeitura de Ielmo Marinho e Vinícius Marinho/Inter TV Cabugi

Prenderam o prefeito de Ielmo Marinho em flagrante na manhã desta quarta-feira, 28 de janeiro. Isso ocorreu durante uma operação realizada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte no município da região metropolitana de Natal.

Conforme a corporação, Fernando Batista Damasceno, conhecido como Fernando de Canto de Moça (MDB) se deteve por embaraço à investigação e ocultação de provas. Ele tentou se desfazer de dinheiro e um celular durante o cumprimento de buscas contra ele. Como resultado, apreenderam R$ 60 mil.

A prisão aconteceu na Operação Securitas. Essa ação foi deflagrada para cumprir mandados judiciais de busca e apreensão dentro de uma investigação. O caso apura a prática de porte ilegal de arma de fogo, constituição de milícia privada e organização criminosa.

A polícia aponta o prefeito como líder da organização criminosa. Ainda mais, a polícia ainda confirmou que investigam também um vereador e um policial militar.

O vereador é João Batista Garcia da Silva, conhecido como Joãozinho Garcia (Republicanos). A Polícia Civil considera que ele atuava junto ao prefeito na organização criminosa.

Joãozinho era Secretário de Esporte e Lazer e suplente de vereador. Porém, vai se diplomar para assumir uma das vagas na Câmara Municipal. Isso acontece por causa de um processo que causou a cassação de dois parlamentares.

Ao todo, sete mandados se cumpriram nas cidades de Ielmo Marinho, São Gonçalo do Amarante, Natal e Parnamirim.

A defesa do prefeito Fernando de Canto de Moça não se encontrou. Já o vereador Joãozinho Batista disse que não se pronunciaria sobre a operação.

Intimidação de adversários

“As investigações tiveram início em 2023 e indicam que o grupo criminoso estaria estruturado para a intimidação de adversários políticos e a prática de outros ilícitos, contando com núcleo armado e capilaridade político-administrativa”, informou a Polícia Civil.

Segundo a polícia, as investigação começou após homens fortemente armados entrarem da Câmara Municipal de Ielmo Marinho, supostamente para fazer segurança privada de parlamentar. Segundo a polícia, eles usavam armas de uso exclusivo das forças armadas, o que é crime.

Ainda de acordo com a polícia, embora dissessem que faziam a segurança de Joãozinho Garcia, o verdadeiro objetivo deles seria intimidar opositores políticos no Legislativo.

A operação desta quarta-feira, 28 de janeiro, tinha como objetivo reunir novos elementos de prova. Os mandados eram para apreensão de documentos, valores, armas e dispositivos eletrônicos, incluindo aparelhos celulares.

Porém, durante o cumprimento das medidas judiciais, o prefeito investigado foi preso ao ser flagrado tentando jogar dinheiro e celular para fora de casa.

G1 RN

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