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O estudo alerta que, como o desenvolvimento da cabeça ocorre muito cedo no feto, as pessoas podem estar comprometendo essa estrutura ao usar vapes antes mesmo de perceber que estão gestando — Foto: Pixabay

Um novo estudo feito com camundongos descobriu que a exposição intrauterina a dois compostos líquidos presentes nos cigarros eletrônicos (ou vapes) pode alterar o formato do crânio durante o desenvolvimento do feto. Sendo assim os resultados aparecem em um artigo publicado no dia 30 de junho na revista científica PLOS One.

Pesquisas anteriores já haviam indicado que a nicotina podia estar por trás das más formações durante a gestação. No entanto, como os vapes não possuem o psicoativo em sua composição. Assim, a equipe responsável pelo projeto não esperava que esse mesmo efeito pudesse ocorrer pelo seu uso.

Condução dos experimentos

O laboratório de biologia do desenvolvimento, liderado por James Cray, professor da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, estuda há anos os efeitos da exposição intrauterina à nicotina no desenvolvimento da cabeça e do rosto. Em 2020, o grupo chegou a publicar uma pesquisa que relacionava a exposição à nicotina através do leite materno a defeitos no crânio de camundongos.

Cerca de 3% dos bebês nascem anualmente com algum defeito congênito, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA. Alterações na cabeça e no pescoço estão entre as mais comuns. Particularmente, os casos de lábio leporino e fenda palatina são notáveis, por isso a importância desse ramo de projetos.

Na iniciativa mais recente, a equipe estava desenvolvendo um modelo para servir como controle experimental. Este seria utilizado para comparação com animais expostos no útero à nicotina por meio da vaporização. Os camundongos prenhes entraram em contato com ar livre filtrado ou a dois umectantes.

As substâncias hidratantes, que funcionam como transportadores de outros conteúdos do cigarro eletrônico, encontravam-se em duas concentrações diferentes: 50% de propilenoglicol e glicerol (também chamado de glicerina vegetal) ou 30% de propilenoglicol e 70% de glicerol (30/70 PG/VG). As sessões de exposição aconteceram a uma taxa de uma tragada por minuto, quatro horas por dia, cinco dias por semana, durante 20 dias.

Má formação craniana

A largura e a altura cranianas dos crânios de filhotes de camundongos foram escaneadas duas semanas após o nascimento. A análise mostrou medidas estatisticamente significativas reduzidas na prole de camundongos prenhes expostos à mistura 30/70 PG/VG, presumivelmente mais segura. Isso foi comparado aos camundongos expostos ao ar livre e à fórmula 50/50. Veja:

Comparação dos crânios de filhotes expostos aos diferentes gases tóxicos — Foto: Ethan Richlak et al.

“Observamos um estreitamento consistente de todas as características faciais, e o mesmo ocorre à medida que recuamos para o crânio. Portanto, globalmente, eles estão mais estreitos e com a cabeça um pouco mais curta, o que imita algumas mudanças observáveis que observamos em crianças”, afirma Cray, em comunicado. “Também verificamos uma pequena redução no peso. Esses animais estavam dentro da faixa normal de um animal daquela idade, mas ainda pesavam menos”.

Essas descobertas foram consistentes em várias ninhadas de camundongos e em ambos os sexos. A mistura 50/50 não apresentou alterações estatísticas drásticas — e era aí que os cientistas procuravam uma diferença. Eles apostavam na hipótese de que o propilenoglicol, mais pesado, deveria causar mais efeitos, e foi exatamente o oposto o que aconteceu.

Importância deste ramo de estudos

Embora os pesquisadores continuem estudando os efeitos na saúde de vários ingredientes detectados nos cigarros eletrônicos, muitas incógnitas permanecem à medida que a popularidade dos produtos cresce. E o público é formado, majoritariamente, por jovens.

“Os usuários são jovens adultos e adolescentes. Então, estamos falando de pessoas que estão no auge da idade reprodutiva”, destaca Cray. “Como o desenvolvimento da cabeça ocorre muito cedo no desenvolvimento fetal, as pessoas podem estar usando esses produtos sem sequer perceber que estão gestando. Isso é muito preocupante”.

Por mais que seja um estudo relativamente pequeno, os autores apontam que seus resultados têm grande valor. Pois confirmam que a vaporização sem nicotina também não é segura para os seres humanos. Ele ainda serve como um sinal de alerta para que mais pesquisas sejam realizadas em relação a tais produtos.

Galileu

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