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Casal teve relacionamento de cerca de quatro meses, Goiás — Foto: Arquivo pessoal/Nayara Brito

O empresário Alcides Bortoli Antunes, de 35 anos, suspeito de sufocar a namorada até ela desmaiar dentro de um elevador, em Goiânia, é proprietário de empresas no ramo de publicidade e estética. Segundo a influenciadora Nayara da Conceição Brito, de 23 anos, ela e o empresário tiveram um relacionamento de cerca de quatro meses.

Em nota, a defesa de Alcides informou que não houve qualquer agressão praticada por ele. Segundo a advogada responsável, os dois tiveram um relacionamento sem compromisso formal e o desentendimento ocorreu devido a ciúmes da parte da jovem.

“Imagens das câmeras de segurança do condomínio registram o momento em que Alcides conduz a mulher até a portaria do prédio, ocasião em que ela continua a agredi-lo, chegando a mordê-lo. Em todo o tempo, ele apenas a contém fisicamente, sem revidar, com o único objetivo de impedir novas agressões e evitar danos maiores”, destacou a defesa.

Nayara disse ao g1 que Alcides Antunes é proprietário de três empresas (que são descritas no perfil pessoal do empresário nas redes sociais), cada uma com um ramo diferente, sendo uma agência de publicidade, uma loja de veículos seminovos e uma clínica de estética avançada.

De acordo com a influenciadora, Alcides é natural do Rio Grande do Sul, mas atualmente mora em Goiânia.

Agressão

A influenciadora Nayara Brito mora em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal; ela contou ao g1 que teve uma discussão com Alcides depois de descobrir uma suposta traição. Segundo ela, o empresário a expulsou do apartamento dele durante a madrugada.

“Ele me obrigou a sair do apartamento e saiu me arrastando, utilizando muita força, porque eu não queria sair naquele horário, pois era de madrugada. Então, ele me puxou de dentro do apartamento até o elevador”, disse.

Nayara relatou que, dentro do elevador, o empresário a sufocou até desmaiar. No vídeo, quando chegam ao térreo, já desacordada, pode-se ver que ele a arrasta pelo braço e retira do elevador.

“Eu falei o que ocorreu de fato… pois o vídeo mostra claramente o que aconteceu. Ele cometeu um crime de violência doméstica, se aproveitando de que sou mulher para praticar todo aquele ato violento”, pontuou a influenciadora.

Segundo ela, o empresário a processou depois que ela narrou o caso nas redes sociais para alertar outras mulheres sobre a violência doméstica e para evitar que o episódio que sofreu ficasse impune.

“Tentei, na portaria, chamar a polícia, porém o porteiro se negou a ligar. Ele (Alcides), que estava com o celular na hora, ligou para a polícia e deu a versão dele. Porém, as imagens que comprovam a violência só conseguimos agora, e elas mostram que não houve nenhuma calúnia ou difamação”, disse Nayara.

Processaram influenciadora agredida por calúnia

Nayara Brito relata que, naquela madrugada, a polícia chegou a ir ao prédio. O chamado se fez por Alcides. “Quando a polícia chegou, não me encaminharam ao IML e nem nos levaram para a delegacia. Somente no dia seguinte eu fui à delegacia e registrei o boletim de ocorrência”, recorda.

No inquérito, a delegada ressalta que, quando a Polícia Militar de Goiás (PMGO) esteve no prédio, a equipe conversou com o empresário “e decidiu não prosseguir com o procedimento policial, visto que ele (Alcides) não queria representar. No entanto, não viram as marcas de agressões na declarante (Nayara)”.

Conforme ela, somente no dia seguinte a encaminharam ao Instituto Médico Legal, onde constataram lesões. “Porém, quando saí de Goiânia, não tive mais conhecimento em relação a esse processo”, acrescentou Nayara.

A influenciadora ressalta que só a acionaram para responder sobre o caso quando teve conhecimento do processo movido pelo ex-namorado contra ela. “Agora, com esses vídeos, meu advogado vai fazer a defesa e mostrar que, em momento nenhum, eu caluniei ou inventei nada… O vídeo mostra tudo que aconteceu e, sendo bem clara, fui a vítima — e não ele”, finalizou Nayara.

Nota da defesa de Alcides Bortoli Antunes

A defesa de Alcides Bortoli Antunes esclarece que os fatos ocorridos em 21 de fevereiro de 2025 não envolveram qualquer agressão praticada por ele. As partes mantinham um relacionamento eventual, sem compromisso formal, e o desentendimento ocorrido naquela data foi motivado por ciúmes da outra parte.

Diante da escalada da situação, foi o próprio Alcides quem acionou a Polícia Militar, buscando preservar a integridade física de todos os envolvidos e evitar que os fatos tomassem proporções ainda maiores.

Imagens das câmeras de segurança do condomínio registram o momento em que Alcides conduz a mulher até a portaria do prédio, ocasião em que ela continua a agredi-lo, chegando a mordê-lo. Em todo o tempo, ele apenas a contém fisicamente, sem revidar, com o único objetivo de impedir novas agressões e evitar danos maiores. As imagens também mostram a mulher olhando diretamente para a câmera e simulando um desmaio.

A Polícia Militar esteve no local, analisou a situação e não constatou a ocorrência de qualquer situação de flagrante delito, razão pela qual não houve prisão de Alcides. O atendimento policial tampouco identificou lesões na mulher naquele momento.

Por outro lado, Alcides sofreu lesões leves, devidamente registradas em boletim de ocorrência e constatadas por exame de corpo de delito. Posteriormente, apesar da inexistência de flagrante, foram publicadas diversas inverdades, motivo pelo qual sua defesa ingressou com representação criminal para a apuração integral dos fatos, que incluem agressões físicas, ameaças e danos ao patrimônio.

O caso segue sob análise do Poder Judiciário, e a defesa confia que todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas no curso do processo, com base nas provas técnicas e documentais já apresentadas.

Inclusive, resta esclarecer que a suposta vítima já foi indiciada.

G1 GO

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