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Uma caixa de Mounjaro, um medicamento injetável de tirzepatida usado para tratar diabetes tipo 2 e fabricado pela Lilly — Foto: REUTERS/George Frey/Foto de arquivo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira (20) um pacote de medidas que atinge medicamentos de alto custo e grande procura no Brasil —de tratamentos oncológicos a remédios para diabetes e obesidade— além de proibir, em todo o país, a manipulação de implantes hormonais com nesterona em farmácias magistrais.

Entre os casos mais graves, estão a identificação de lotes falsificados de Mounjaro, bem como Enhertu e Botox, além da apreensão de anabolizantes sem registro.

Assim sendo, as decisões constam nas Resoluções-RE nº 641 e nº 642, assinadas pela Gerência-Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária da agência.

Lote falsificado de Mounjaro

No caso do Mounjaro (tirzepatida), medicamento indicado para diabetes tipo 2 e amplamente usado também para perda de peso, a fabricante Eli Lilly do Brasil comunicou à Anvisa a presença, no mercado, de unidades do lote D838838 com características divergentes do produto original.

Conforme a agência, as embalagens apresentavam:

A Anvisa determinou apreensão bem como a proibição de armazenamento, comercialização, distribuição, fabricação, importação e uso do lote. Dessa forma a medida vale para qualquer pessoa física ou jurídica que esteja com o produto.

No texto oficial, a agência afirma que se trata, “portanto, de falsificação”.

Medicamento oncológico com frascos adulterados

Além disso, outro alerta envolve o Enhertu (trastuzumabe deruxtecana), usado no tratamento de câncer de mama e outros tumores HER2 positivos. Assim, a fabricante Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica informou ter identificado unidades do lote 416466 com diferenças físicas relevantes:

A Anvisa determinou a apreensão bem como proibiu a comercialização e distribuição do lote.

Também houve alerta de falsificação de lote específico de Botox, após comunicado da fabricante AbbVie Farmacêutica, com divergência nas datas de fabricação e validade.

A agência já havia publicado medidas semelhantes envolvendo o imunoterápico Opdivo (nivolumabe), segundo resumo técnico da própria fiscalização.

Proibição nacional de implantes com nesterona

Além das falsificações, a Resolução-RE nº 642 proibiu, em todo o território nacional, a manipulação, comercialização, propaganda e uso de implantes contendo o hormônio nesterona por farmácias de manipulação.

A medida vale para todas as marcas e estabelecimentos.

De acordo com a Anvisa, ficou comprovada “a manipulação irregular de implantes contendo o fármaco Nesterone”, já que a substância não possui avaliação e aprovação de eficácia e segurança pela agência para essa via de administração.

A decisão inclui recolhimento dos estoques existentes.

Os chamados “chips hormonais” vinham sendo divulgados em clínicas e redes sociais como alternativa terapêutica, mas a agência afirma que não há respaldo regulatório para esse uso.

A agência ainda determinou a apreensão de uma lista extensa de anabolizantes e hormônios —como boldenona, oxandrolona, testosterona e anastrozol— anunciados por empresa não identificada e sem registro sanitário.

Falsificação confirmada de medicamentos de alto custo

Proibição nacional

Anabolizantes e hormônios ilegais

Apreensão e proibição de comercialização de:

Todos anunciados por empresa não identificada e sem autorização sanitária.

A Anvisa orienta que pacientes, clínicas e hospitais verifiquem número de lote, integridade da embalagem e procedência dos medicamentos antes do uso. Unidades suspeitas devem ser isoladas e comunicadas às autoridades sanitárias locais.

O conjunto de decisões reforça a preocupação da agência com a circulação de medicamentos falsificados de alto valor e com o crescimento de produtos hormonais e “naturais” comercializados fora das regras sanitárias brasileiras.

G1

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