Barra de Cotações
📅 Última atualização: sex., 07.11.25 – 21h10
💵 Dólar: R$ 5,336 ↘ (0,22%) | 💶 Euro: R$ 6,174 ↗ (0,01%) | 💷 Libra: R$ 7,043 ↗ (0,23%) | 🪙 Bitcoin: R$ 551.145,13 ↗ (1,65) | ⛓️ Ethereum: R$ 18.321,93 ↗ (0,03%) | 🌕 Litecoin: R$ 545,21 ↗ (0,45%) | 🚀 Solana: R$ 862,24 ↘ (0,01%) 💵 Dólar: R$ 5,336 ↘ (0,22%) | 💶 Euro: R$ 6,174 ↗ (0,01) | 💷 Libra: R$ 7,043 ↗ (0,23%) | 🪙 Bitcoin: R$ 551.145,13 ↗ (1,65%) | ⛓️ Ethereum: R$ 18.321,93 ↗ (0,03%) | 🌕 Litecoin: R$ 545,21 ↗ (0,45%) | 🚀 Solana: R$ 862,24 ↘ (0,01%)
Ao contrário do que muita gente imagina, a maioria dessas infecções são comuns e ocorrem devido ao desequilíbrio do próprio organismo – Foto: Getty Images/EyeEm

O desconforto começa de forma sutil: uma leve coceira, uma alteração na cor do corrimento ou um odor mais forte. Para muitas mulheres, esses sinais são o primeiro alerta de uma infecção íntima. Segundo dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), cerca de três em cada quatro mulheres terão pelo menos um episódio de infecção vaginal ao longo da vida.

Ao contrário do que muita gente imagina, a maioria dessas infecções são comuns e ocorrem devido ao desequilíbrio do próprio organismo. Entender as causas e identificar os sintomas precocemente é fundamental para evitar complicações.

A seguir, veja quais são as infecções íntimas mais comuns, por que elas acontecem e como preveni-las.

Candidíase

A candidíase é causada pelo fungo Candida albicans, que já faz parte da flora vaginal. O problema surge quando há um desequilíbrio que permite a proliferação excessiva do fungo.

Entre os principais sintomas estão:

A candidíase pode ser desencadeada por fatores como uso de antibióticos, alterações hormonais, gravidez, diabetes, estresse e baixa imunidade.

“Se houver alteração da flora intestinal, o uso de medicação que diminui o trânsito intestinal, igual agora que está tendo uma onda de gente usando ‘canetinha emagrecedora’, isso pode trazer alteração impacto vaginal. Piora da imunidade, estresse, alimentação muito focada em carboidrato e açúcar, tudo isso é combustível para o fungo”, explica Aline Marques, ginecologista do Hospital e Maternidade Santa Joana.

Evitar roupas muito apertadas, preferir calcinhas de algodão, manter a região seca e evitar duchas vaginais internas ajudam a reduzir o risco. Também é importante controlar doenças como diabetes e evitar automedicação.

Vaginose bacteriana

A vaginose bacteriana ocorre quando há um desequilíbrio das bactérias naturais da vagina, com aumento de microrganismos como a Gardnerella vaginalis.

Os sintomas mais característicos são:

Diferentemente da candidíase, a vaginose costuma causar pouca ou nenhuma coceira.

A condição não é considerada exatamente uma infecção sexualmente transmissível (IST), mas a atividade sexual pode influenciar o desequilíbrio da flora vaginal.

Para prevenir é importante evitar duchas vaginais, não usar sabonetes íntimos agressivos e utilizar preservativo nas relações sexuais.

“O uso de duchas vaginais é o principal hábito que pode contribuir para alterações na flora vaginal. Isso porque na vagina saudável existem bactérias protetoras, os Lactobacilos, que mantém o pH vaginal ácido e impedem o crescimento de bactérias patogênicas. A ducha os remove e facilita o aparecimento de infecções. Outros hábitos como a colocação de cremes vaginais ou de produtos sem orientação do ginecologista também podem alterar a flora. Alguns estimulantes sexuais também podem ser irritantes e alterar a flora. O banho diário simplesmente é o melhor cuidado para os genitais”, detalha Iara Moreno Linhares ginecologista e membro da Comissão Nacional Especializada em Doenças Infectocontagiosas da Febrasgo.

Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)

Algumas ISTs também podem provocar sintomas na região íntima. Entre as mais comuns estão:

Essas infecções podem causar corrimento anormal, dor pélvica, sangramento fora do período menstrual e dor durante a relação. Em muitos casos, no entanto, são assintomáticas, aumentando o risco de transmissão e de complicações, como infertilidade e doença inflamatória pélvica.

O uso de preservativos é a principal forma de prevenção. Exames ginecológicos regulares também são essenciais para diagnóstico precoce.

Infecção urinária

Embora não seja uma infecção vaginal, a infecção urinária é frequentemente confundida com problemas íntimos por causa da proximidade anatômica.

Ela é causada, na maioria das vezes, pela bactéria Escherichia coli, presente no intestino, que alcança o trato urinário.

Os sintomas mais comuns são:

As mulheres são mais vulneráveis devido à uretra mais curta, o que facilita a entrada de bactérias.

“É muito comum confundir infecção urinária com candidíase, porque geralmente os sintomas podem ser muito semelhantes no sentido da dor ao fazer xixi. A infecção urinária ela arde quando sai na uretra, já a infecção vaginal arde quando a urina passa pela pele que está machucada. O que vai mostrar essa diferença é o exame clínico e muitas vezes é necessário fazer um exame de urina para confirmação mais correta”, acrescenta Marques.

Beber bastante água, não segurar a urina por longos períodos, urinar após a relação sexual e realizar a higiene íntima sempre da frente para trás são medidas eficazes.

Por que as infecções acontecem?

A vagina possui uma microbiota natural composta principalmente por lactobacilos, que ajudam a manter o pH ácido e protegem contra microrganismos nocivos. Alterações hormonais, uso de medicamentos, estresse, higiene inadequada e relações sexuais desprotegidas podem romper esse equilíbrio.

Cada tipo de infecção tem causas específicas, mas o fator comum é o desequilíbrio da flora vaginal ou a exposição a agentes infecciosos.

Os principais fatores de risco incluem:

“As infecções genitais, se não forem corretamente diagnosticadas e tratadas, podem atingir o trato genital superior (útero e tubas uterinas), causar inflamação e consequente infertilidade”, acrescenta Linhares.

CNN Brasil

O que você achou desta publicação?

Obrigado pela sua avaliação!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *