
Os moradores se revoltaram após o cão comunitário ser queimado com líquido quente enquanto estava dormindo na calçada, em Goiânia. “A revolta é de todo mundo aqui, porque todo mundo cuidava dele“, relatou o empresário Wander Rodrigues para a TV Anhanguera. O crime se registrou por uma câmera de monitoramento.
As imagens se registraram no dia 5 de março, no Setor Castelo Branco. No vídeo, o Johnny, como o cachorro comunitário é conhecido, estava deitado na calçada de uma das casas. Em seguida, uma mulher apareceu do lado de dentro do portão e jogou um líquido no cachorro, e ele saiu correndo e gritando.
O empresário Wander Rodrigues contou que a secretária de sua mãe escutou o animal gritando na rua. “Ela escutou o choro dele, que foi muito alto. E ela saiu lá fora e viu ele correndo. Na outra semana, quando ela estava voltando para minha mãe de manhãzinha, encontrou com ele aqui todo queimado”, relatou.
Após queimarem o cachorro, a família da moradora Cláudia Oliveira se responsabilizou por cuidar dos ferimentos causados pelo líquido quente. “Nas três primeiras noites que ele foi queimado, ele chorou as três noites seguidas. Não deixou ninguém dormir aqui, a gente revezou a noite para cuidar dele”, contou Claudia Oliveira para a TV Anhanguera.
Investigação do cachorro queimado com líquido quente
A moradora da residência negou o crime, em entrevista para a TV Anhanguera. Ela afirmou que estava lavando a calçada no momento e jogou uma mistura com água sanitária. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Goiás. Conforme a delegada Simelli Lemes, denunciaram o caso na quinta-feira, 12 de março.
No domingo, 15 de março, a Polícia Civil solicitou uma perícia que confirmou que o cachorro sofreu uma queimadura térmica. “Ele teve ali quase 50% do corpo queimado e queimaduras de terceiro grau. Um intenso sofrimento que justifica aquele choro dele”, afirmou.
A delegada destacou que agora que o crime se materializou por meio da perícia, vão ouvir as pessoas envolvidas no caso. As denúncias de maus-tratos a animais podem se realizar à Polícia Civil pelo WhatsApp do 197, em que é possível encaminhar as imagens, pela delegacia virtual bem como presencialmente.