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Gabriely Barbosa de Melo foi atendida na UPA Potengi, em Natal — Foto: Foto 1: Cedida | Foto 2: Lucas Cortez/Inter TV/ARQUIVO

Morreu nesta segunda-feira, 5 de janeiro, a jovem Gabriely Barbosa de Melo, de 19 anos, que pode ter recebido uma medicação trocada em uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) em Natal. A informação da morte se confirmou pela avó da vítima e pela Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS).

Gabriely Barbosa de Melo procurou a UPA Potengi no dia 16 de dezembro com sintomas gripais e teve uma parada cardiorrespiratória após ser medicada na unidade. Ela estava internada na UTI de um hospital particular desde o dia 17.

Conforme o Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Norte (Coren), a suspeita é de que jovem tenha recebido uma medicação diferente da prescrita pela médica que a atendeu. A Inter TV apurou que a troca foi de um corticóide por um relaxante muscular usado para entubação.

Secretaria de Saúde

A Secretaria de Saúde de Natal abriu uma investigação e afastou servidores diretamente envolvidos no manejo dos medicamentos. Até esta segunda-feira, 5 de janeiro, a SMS não havia confirmado que trocaram os medicamentos.

Em nota, a SMS lamentou a morte da jovem e disse garantir “apoio integral à família”. Segundo a pasta, os servidores envolvidos no atendimento da jovem seguiam afastados e a sindicância continuava em andamento.

“Os Conselhos de Enfermagem e de Farmácia também realizam a apuração dos fatos e o Processo Administrativo (PAD) se abrirá assim que concluirem a sindicância, sendo acompanhanhada pelos órgãos competentes”.

A SMS informou que não havia data prevista para conclusão da sindicância.

Conforme o presidente do Coren, Manoel Egídio, em entrevista na frente da UPA o dia seguinte ao caso, ele se investigava por uma possível troca de medicamentos.

“Informações iniciais são de que houve troca de medicação, que foi administrada uma medicação diferente da que foi prescrita. Embora as miligramas fossem as mesmas, a substância é diferente. A gente está apurando tudo isso, já estamos solicitando o prontuário, todos os registros para a gente ter todos os esclarecimentos de como se procedeu a dispensação deste medicamento a partir da prescrição até a administração desse medicamento”, afirmou na ocasião.

Medicamentos com nomes semelhantes

Inter TV apurou que a médica teria receitado um expectorante e um corticoide para a inflamação e para aliviar os sintomas da tosse.

Após o atendimento médico, na sala de medicação, a paciente recebeu na veia três ampolas de um relaxante muscular de ação rápida, usado para anestesiar e entubar pacientes, além de ser utilizado também em cirurgias.

As duas medicações têm nomes parecidos. O corticoide indicado se chama succinato sódico de hidrocortisona. Já o relaxante muscular é a succinilcolina.

Segundo a família, a jovem começou a passar mal assim que iniciou a aplicação da medicação na veia.

Jovem procurou atendimento com sintomas gripais

A jovem é indígena da etnia Potiguara. Segundo a avó dela, Maria Soares de Melo, a paciente procurou atendimento na UPA acompanhada da mãe por estar com sintomas gripais.

“Ao chegar na UPA, a atenderam e a médica solicitou uma medicação, dizendo que era um antialérgico. Fizeram esse antialérgico e, antes de completar o medicamento, que injetaram na veia, ela já tava ficando roxa. A mãe viu ela ficando molinha, foi para perto e quando chegou lá já tava ficando roxa”, contou a avó.

Conforme a família, os médicos constataram que a jovem teve uma parada cardiorespiratória. A socorreram, reanimaram e entubaram na unidade de saúde.

A família solicitou os prontuários médicos e então apresentou ao médico do hospital privado para onde transferiram a jovem. No documento, constam os medicamentos hidrocortisona injetável venosa e succionatio sódico 100 mg.

“Não repassaram para o médico o motivo da parada cardiorespiratória. Minha nora mostrou uma foto do prontuário ao médico [do hospital particular] e ele disse com toda convicção que aquele medicamento que está lá não causaria uma parada cardiorespiratória”, disse a avó.

Em nota, o Conselho Regional de Medicina no RN informou que “tomará as devidas providências para apurar o ocorrido”.

G1 RN

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