
O jornalista Francisco Alejandro Leyva Aguilar, de 60 anos, foi morto a tiros no sul do México nesta quarta-feira, 22 de julho. Ele estava comendo em uma barraca de lanches na rua, na cidade de San Pablo Etla, no estado de Oaxaca quando foi assassinado.
Aguilar era um colunista e escrevia sobre política. Ele era conhecido por fazer críticas às autoridades locais, principalmente o governador Salomón Jara. Ao longo da carreira, deixou a direção da Corporação de Rádio e Televisão de Oaxaca (CORTV), uma emissora de televisão local, e continuava atuando como jornalista com sua coluna El Zumbido del Moscardón (“O Zumbido da Mosca”, em português). A última publicação foi feita seis horas antes dele morrer.
Em nota, Jara lamentou a morte do jornalista e afirmou que sempre esteve aberto às críticas e que respeita a liberdade de expressão. Ele também ordenou uma investigação minuciosa do caso e pediu que as pessoas não tirem conclusões precipitadas sobre a motivação do crime, segundo o El País.
Francisco Alejandro Leyva Aguilar foi aluno da Escola de Jornalismo Carlos Septién García e obteve o título de mestre em Comunicação e Marketing Político pela Universidade de Alcalá de Henares.
O jornalista já recebeu o Premio México de Periodismo Ricardo Flores Magón, em novembro de 2024, na categoria Coluna Digital. Aguilar dizia ser um jornalista “forjado nas ruas”, e escrevia sobre suas vivências, segundo o jornal El Heraldo.
Aguilar foi morto por homens armados que chegaram de motocicleta à cidade, segundo uma fonte da promotoria revelou à agência AFP. Ele estava no complexo habitacional La Esmeralda, de acordo com o jornal El Universal.
Ele é o sétimo jornalista morto no México só em 2026, segundo um levantamento feito pela organização Repórteres Sem Fronteiras.