
Um avião monomotor caiu, na tarde deste domingo, 14 de dezembro, na zona rural de Pau dos Ferros, no Alto Oeste potiguar. A aeronave se ocupava por dois homens, que se socorreram com vida, conforme o Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Norte.
Conforme a corporação, encontraram o piloto, de 77 anos, preso às ferragens da aeronave. Ele estava consciente e orientado, mas apresentava quadro de politraumatismo.
Comandante da operação, o sargento Fernandes afirmou que notaram um vazamento de combustível durante o atendimento, o que apressou o resgate do homem, por causa do risco de incêndio.
A segunda vítima, que tem 53 anos, também estava consciente e orientada, com estado geral mais estável, segundo os bombeiros.
Esse homem foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que o transportou até o hospital.
Detalhes do acidente

“Conforme relatos no local, a queda do avião foi ocasionada por uma perda de potência. Aqui temos um pequeno aeroporto em Pau dos Ferros. Ele (avião) decolou, mas perdeu potência e acabou caindo um pouco distante da pista de decolagem”, afirmou o sargento Fernandes.
Conforme o relato de um dos ocupantes aos bombeiros, ao perceber a perda de potência, o piloto tentou fazer um pouso forçado em um campo próximo, mas acabou caindo.
Além disso, sargento ainda informou que pediu que a Polícia Militar entrasse em contato com o órgão regulador da aviação para solicitar perícia do local do acidente, na comunidade conhecida como Sítio Sorriso.
Segundo o hospital, o piloto teve fratura na perna e punho, enquando o passageiro apresentou uma fratura também na perna. Eles devem passar por cirurgias.
Investigação
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou por meio de nota que investigadores foram acionados para realizar a ação inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PU-SBN.
“Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação”, informou a entidade.