
O Bulletin of Atomic Scientists anunciou nesta terça-feira, 27 de janeiro, as novas informações do relógio do juízo final, faltando 85 segundos para chegar até meia-noite. Esse é o menor valor da história, que já havia sido quebrado em 2025, com 89 segundos.
Parte da piora está relacionada às tensões envolvendo os Estados Unidos, comandado por Donald Trump. O país se envolveu em confrontos, como entre Irã e Israel, além de ameaças de controle da Groenlândia.
Além disso, o uso cada vez maior da IA para desinformação, além da falta de acordo sobre armas de nucleares, como dos EUA e da Rússia, estão entre os fatores que contribuíram.
O anúncio foi feito pelos cientistas Daniel Holtz, Steve Fetter, Inez Fung, Asha M. George, John B. Wolfstal, Alexandra Bell e Maria Ressa.
O que falta para o relógio chegar a zero?
A ideia da sua criação, em 1947, pelo Bulletin of Atomic Scientists, sempre foi de levantar debates sobre temas da ciência, além de trazer discussões sobre a necessidade da busca pela paz. Por isso, não mede, necessariamente, ameaças diretas, mas envolve todas elas para o cálculo.
Assim sendo, a sua projeção foi realizada por cientistas que estiveram no Projeto Manhattan, que desenvolveu a bomba atômica no período da Segunda Guerra Mundial.
Inicialmente, a medição se focava principalmente em possíveis confrontos envolvendo artefatos nucleares. Porém, a partir de 2007, a conta ficou mais abrangente, colocando, por exemplo, as mudanças climáticas como parte do estudo.
A sua definição ocorre todos os anos por um grupo de cientistas do Conselho de Ciência e Segurança do Bulletin. Entre os que fazem parte dessa equipe estão mais de 10 ganhadores do Nobel em diferentes áreas.
Conforme a presidente e CEO do Bulletin, Rachel Bronson, caso o relógio chegue em meia-noite ‘significa que ocorreu algum tipo de troca nuclear ou mudança climática catastrófica que acabou com a humanidade’.
‘Portanto, não queremos chegar lá e não saberemos quando chegaremos’.