Barra de Cotações
📅 Última atualização: sáb., 30.08.25 – 10h26
💵 Dólar: R$ 5,422 ↗ (0,29%) | 💶 Euro: R$ 6,343 ↗ (0,43%) | 💷 Libra: R$ 7,337 ↗ (0,27%) | 🪙 Bitcoin: R$ 589.444,19 ↘ (0,12%) | ⛓️ Ethereum: R$ 23.708,85 ↘ (0,33%) | 🌕 Litecoin: R$ 597,44 ↘ (0,45%) | 🚀 Solana: R$ 1.095,56 ↘ (4,87%) 💵 Dólar: R$ 5,422 ↗ (0,29%) | 💶 Euro: R$ 6,343 ↗ (0,43%) | 💷 Libra: R$ 7,337 ↗ (0,27%) | 🪙 Bitcoin: R$ 589.444,19 ↘ (0,12%) | ⛓️ Ethereum: R$ 23.708,85 ↘ (0,54%) | 🌕 Litecoin: R$ 597,44 ↘ (0,45%) | 🚀 Solana: R$ 1.095,56 ↘ (4,87%)
Fentanil
Fentanil contaminado: analgésico já matou 100 pessoas na Argentina; entenda caos – Foto: Douglas Sacha/Getty Images

Subiu para 100 o número de vítimas dos lotes de fentanil medicinal contaminados, na Argentina. O governo do país confirmou a informação na quinta-feira, 14. A crise na saúde vem acontecendo há cerca de quatro meses. De acordo com as investigações, distribuíram os medicamentos em pelo menos oito hospitais e centros de saúde.

Fentanil é um opióide sintético, ou seja, fabricado em laboratório, usado originalmente como analgésico e anestésico. Se considera a substância aproximadamente 100 vezes mais potente que a morfina e 50 vezes mais potente que a heroína. Dessa maneira se utiliza frequentemente para propósito médico, tanto para analgesia de curta duração durante o período anestésico ou quando necessário no período pós-operatório.

O que causou as mortes

A principal suspeita das autoridades é a administração de fentanil contaminado por bactérias à pacientes internados em unidades de terapia intensiva. A linha de investigação surgiu após o Hospital Italiano de La Plata, onde se registraram os primeiros casos, ter apresentado uma denúncia no tribunal federal. 

De acordo com a instituição, a suspeita foi fruto de uma investigação interna para apurar um comportamento clínico incomum por parte do medicamento, segundo informações do La Nación.

Encontraram duas bactérias chamadas Klebsiella pneumoniae produtora de metalo-beta-lactamase (MBL) e Ralstonia pickettii no opióide produzido pelo laboratório HLB Pharma, cujo hospital tinha adquirido um lote com 10 mil ampolas de 5 ml por meio da farmácia Nueva Era. 

Onde se registaram os casos

Os primeiros casos se registraram em março, em La Plata. Após mais de uma dúzia de parentes das vítimas terem começado a protestar e denunciar o caso, em maio, casos semelhantes começaram a surgir em Buenos Aires e nas províncias de Santa Fé, Formosa e Córdoba, segundo informações do juíz responsável pelo processo, Ernesto Kreplak ao La Nación. 

Como estão as investigações

Após a denúncia do Hospital Italiano ter sido aceita, foram encontrados bactérias nos estoques do laboratório HLB Pharma. A administração foi proibida e a produção interrompida. Kreplak afirmou em uma entrevista recente que está aguardando laudos periciais decisivos. O objetivo principal da investigação é apurar como ocorreu a contaminação.

A expectativa que pelo menos dois lotes estavam contaminados. O presidente da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, Pablo Yedlin, alertou que quase 40 mil ampolas estiveram sendo administradas no país. No entanto, recuperaram cerca de 100 mil. “É uma situação gravíssima”, enfatizou o parlamentar na quinta-feira, 14, à imprensa argentina. 

O que a empresa alega

A HLB Pharma negou as acusações. De acordo com eles, tudo foi “uma armação da mídia”. “Todos os prontuários médicos mostram que os pacientes tinham outras bactérias mais perigosas, pessoas com problemas graves”, disse Ariel García Furfaro ao jornal argentino Clarín.

O que diz Milei

O presidente argentino, Javier Milei, acusou os apoiadores da ex-presidente Cristina Kirchner de acobertar o dono do laboratório responsável pela produção do medicamento. Em um discurso, ele afirmou ainda que aqueles que votam na opositora foram contaminados com “parasitas mentais” e que as pessoas de bem não podem deixá-los escapar “impunes”.

Terra

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *