
Ivete Sangalo estava internada em um hospital de Salvador, na Bahia, até esta quinta-feira, 26 de fevereiro, após ter um quadro de desidratação por conta de uma severa infecção intestinal. A cantora desmaiou e acabou machucando o rosto com a queda.
O gshow conversou com a Munique Kurtz de Mello, médica gastroenterologista, membro titular da Federação Brasileira de Gastroenterologia, que explicou sobre as possíveis causas da infecção, tratamentos previstos e precauções.
Conforme a especialista, a maratona intensa em dias de folia pode ter contribuído para contrair a virose.
“Dias intensos de Carnaval significam pouco sono, muito esforço físico, calor excessivo e grande perda de líquidos pelo suor. Se isso se associa a uma infecção gastrointestinal, a desidratação pode acontecer de forma mais rápida e intensa”, explicou.
No entanto, deixa claro que esses não são os únicos fatores. “A exposição a grandes aglomerações também aumenta o risco de viroses”, alertou.
Apesar de comum, o quadro de diarreia necessita de atenção, principalmente se persistir por dois ou três dias, houver desmaio ou tontura intensa, sinais de desidratação (urinar pouco, boca muito seca, fraqueza), sangue nas fezes e febre alta persistente, diz a gastroenterologista. “Em situações mais graves pode até comprometer os rins”, explica a especialista.
E no caso de Ivete, a dra. Munique explica o possível episódio de desmaio da cantora: “A diarreia intensa leva à perda excessiva de água e sais minerais (como sódio e potássio). Com isso, diminui o volume de sangue circulando no corpo. A pressão arterial pode cair, o cérebro recebe menos fluxo sanguíneo por alguns instantes e ocorre o desmaio. Além disso, a perda de eletrólitos pode provocar fraqueza intensa e mal-estar”.
Tratamento
Conforme a especialista, o principal tratamento é hidratação adequada, preferencialmente com soro de reidratação oral, que repõe água e sais na proporção correta. A alimentação deve ser leve, evitando jejum prolongado.
“Medicamentos para interromper a diarreia só devem se usar com orientação médica, especialmente se houver febre alta ou sangue nas fezes. Nos casos mais graves, pode ser necessária hidratação venosa em ambiente hospitalar”, explicou a médica gastroenterologista pelo HC-FMUSP e professora da Universidade do Vale do Itajaí.
A dra. Munique garante que é possível reduzir bastante o risco com medidas simples como lavar bem as mãos, consumir água tratada e higienizar e cozinhar adequadamente os alimentos. “Em ambientes com surtos virais, a higiene deve ser redobrada”, alerta.