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Mikellyson Valter Tavares morreu após disparo de arma de fogo no rosto, em Natal — Foto: Reprodução

Uma criança de 8 anos de idade morreu neste sábado, 20 de junho, após ter sido atingida por um disparo de arma de fogo que teria sido acidental, segundo a família. O caso aconteceu no bairro Guarapes, na Zona Oeste de Natal.

A vítima foi identificada como Mikellyson Valter Tavares. Ele ainda foi socorrido e levado para a Unidade de Pronto-Atendimento do conjunto Cidade Satélite. De acordo com os familiares, ele chegou à UPA com sinais vitais muito fracos. A equipe médica tentou reanimá-lo, mas a criança não resistiu aos ferimentos.

Na hora do disparo, segundo a família, a mãe e o padrasto tinham ido à padaria comprar pão e Mikellyson teria ficado sozinho em casa com o irmão de 11 anos. Durante o manuseio de uma arma pelo irmão mais velho, a vítima teria sido atingida no rosto. Essa versão ainda vai ser apurada e investigada pela Polícia Civil.

As circunstâncias do tiro ainda não foram totalmente esclarecidas. A Polícia Civil agora investiga como essa arma foi parar na mão das crianças e de quem era o armamento. A mãe do menino, o padrasto e um tio foram à delegacia da Polícia Civil para prestar depoimento. Os testemunhos devem ajudar a reconstruir o que aconteceu dentro da casa.

A Polícia Militar confirmou que o padrasto assumiu que comprou a arma de calibre restrito em Mossoró. A PM ainda fez buscas, mas não encontrou a pistola. Apenas dois carregadores que estavam na casa foram encontrados já com o tio da criança.

“Chegamos lá, inclusive já tinha sido limpada a cena do crime, onde ocorreu a situação do disparo, até então sem saber se foi alguém que disparou ou se a criança mesmo disparou em si própria. E daí então começaram algumas buscas, entre elas a da arma, mas até agora não foi localizada. Porém, chegamos a encontrar dois carregadores. Um carregador menor, contendo oito munições intactas de calibre 9mm, bem como um carregador mais alongado, muito parecido com uma submetralhadora, com cerca de 30 munições”, contou o sargento Wendel Fischer.

G1 RN

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