Barra de Cotações
📅 Última atualização: sex., 07.11.25 – 21h10
💵 Dólar: R$ 5,336 ↘ (0,22%) | 💶 Euro: R$ 6,174 ↗ (0,01%) | 💷 Libra: R$ 7,043 ↗ (0,23%) | 🪙 Bitcoin: R$ 551.145,13 ↗ (1,65) | ⛓️ Ethereum: R$ 18.321,93 ↗ (0,03%) | 🌕 Litecoin: R$ 545,21 ↗ (0,45%) | 🚀 Solana: R$ 862,24 ↘ (0,01%) 💵 Dólar: R$ 5,336 ↘ (0,22%) | 💶 Euro: R$ 6,174 ↗ (0,01) | 💷 Libra: R$ 7,043 ↗ (0,23%) | 🪙 Bitcoin: R$ 551.145,13 ↗ (1,65%) | ⛓️ Ethereum: R$ 18.321,93 ↗ (0,03%) | 🌕 Litecoin: R$ 545,21 ↗ (0,45%) | 🚀 Solana: R$ 862,24 ↘ (0,01%)
Corridas muito extensas podem causar danos nos glóbulos vermelhos — Foto: RUN 4 FFWPU/Pexels

Participar de provas de resistência extrema, como ultramaratonas, pode provocar danos estruturais e moleculares nos glóbulos vermelhos — células responsáveis por transportar oxigênio e remover resíduos do organismo. É o que indica um estudo publicado na revista científica “Blood Red Cells & Iron”, da Sociedade Americana de Hematologia.

🩸 A cada minuto, cada um dos seus glóbulos vermelhos completa sua jornada por todo o sistema circulatório, levando oxigênio a todas as células — da ponta da cabeça aos dedos dos pés. Além disso, a cada segundo, seu corpo produz 2 milhões de novos glóbulos vermelhos. Em esportes de resistência, essa função é ainda mais crucial.

Mas o que a pesquisa descobriu é que corridas muito longas reduzem a flexibilidade dessas células. Isso pode comprometer a capacidade de circular por vasos sanguíneos estreitos. Além disso, pode prejudicar o desempenho de suas funções corretamente.

Embora ainda não esteja claro por quanto tempo os efeitos persistem ou quais são as consequências a longo prazo, os autores afirmam que o trabalho reforça evidências de que exercícios em níveis extremos podem ter impactos negativos sobre a saúde.

Como o estudo foi feito?

A equipe analisou 23 corredores que participaram de duas provas de nível mundial: a Martigny-Combes à Chamonix, em que correram 40 quilômetros, e a Ultra Trail de Mont Blanc, em que correram 171 quilômetros.

🔎 Os cientistas coletaram amostras de sangue antes e depois das corridas. Com elas, examinaram milhares de proteínas, lipídios, metabólitos e oligoelementos presentes no plasma e nos glóbulos vermelhos.

Os resultados mostraram que as células apresentaram evidências de danos tanto mecânicos quanto moleculares.

E olha: esses danos já apareciam na análise logo depois da prova de 40 quilômetros. Eles foram ainda mais intensos nos atletas que correram 171 quilômetros.

🩸 Segundo os autores, isso sugere que, conforme a distância da corrida aumenta, cresce também a perda de glóbulos vermelhos. Ademais, há o acúmulo de danos nas células que permanecem na circulação.

O que ainda falta saber?

➡️ Os pesquisadores ainda não sabem quanto tempo o corpo leva para reparar o dano causado. Eles também não sabem se ele permanece no longo prazo nem o quanto isso pode afetar a saúde.

“Com base nesses dados, não podemos afirmar se as pessoas devem ou não participar desse tipo de evento; o que podemos dizer é que, quando participam, o estresse persistente danifica a célula mais abundante do corpo”, diz Travis Nemkov, professor associado do Departamento de Bioquímica e Genética Molecular da Universidade do Colorado Anschutz.

Vale lembrar que também há uma limitação no que eles descobriram. Isso porque as amostras são pequenas, de apenas 23 participantes, e só em dois momentos.

A ideia dos cientistas é que, ao entender que isso acontece, seja possível desenvolver estratégias para reduzir os impactos desse tipo de exercício de resistência. Para isso, podem ser utilizados treinos personalizados, ajustes nutricionais e protocolos de recuperação, por exemplo.

De forma alguma a pesquisa desaconselha a atividade física.

G1

O que você achou desta publicação?

Obrigado pela sua avaliação!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *