
A médica e influenciadora Raphaella Brilhante contou, em entrevista exclusiva à TV Cabo Branco, que sofreu agressões do marido, o cantor João Lima. Conforme ela, o artista demonstrava ciúmes excessivos e não permitia nem que ela frequentasse a academia sozinha.
“O que eu estava achando que era ciúme, que era normal, na verdade já era controle. Ele era muito ciumento. Eu não podia ir à academia sozinha, tinha que estar com a minha mãe. Se eu fosse só, eu tinha que avisar a hora que eu chegava, quando eu estava indo, quando eu estava lá, quando eu saía, se eu passasse mais que uma hora na academia, ele começava a dizer que eu estava fazendo alguma coisa de errado, começava a brigar comigo”.
A Justiça decretou então, no domingo, 25 de janeiro, a prisão preventiva de João Lima. A decisão foi tomada após a repercussão de vídeos divulgados no sábado, 24 de janeiro, que mostram o artista agredindo a mulher. Além disso, a vítima também recebeu uma medida protetiva após denunciar o caso à Polícia Civil.
Em nota, a defesa do cantor afirmou ter sido surpreendida “com a decretação de sua prisão preventiva, apesar do integral cumprimento das medidas protetivas anteriormente estabelecidas”. Afirmou ainda que ele “sempre se colocou à disposição para colaborar com a Justiça” e que já foi acordado que o artista deve se apresentar voluntariamente à polícia.
As agressões
Raphaella Brilhante e João Lima se casaram em novembro de 2025, e assim, as agressões começaram ainda na lua de mel. “Cinco dias depois, quando eu estava na minha lua de mel, ele já me bateu.”
Conforme os autos do processo, as agressões registradas por uma câmera de segurança ocorreram em 18 de janeiro. Na denúncia, João Lima “teria agredido a vítima com socos, apertos na mandíbula e amordaçamento para silenciar seus gritos”. Ainda de acordo com o documento, ele teria entregado uma faca à mulher e mandado que ela se matasse.
Ainda mais, três dias depois, o cantor teria ido à casa da mãe da vítima e feito novas ameaças, afirmando que “acabaria com a vida dela caso não reatasse o relacionamento” e que, se ela se envolvesse com outra pessoa, “mataria ambos”.
A advogada da vítima, Dayane Carvalho, afirma que não houve episódios de violência durante os dois anos de namoro. Entretanto, depois do casamento, câmeras internas da casa do casal registraram algumas das agressões.
Além disso, a defesa da vítima informou que, em um dos episódios registrados, o casal já estava separado, após Raphaella pedir um tempo no relacionamento. Nesse período, ela voltou a morar com os pais e ainda não havia contado sobre as agressões.
A mãe de Raphaella Brilhante, Kellyane Brilhante, disse à TV Cabo Branco que, na frente da família, João Lima não demonstrava ser agressivo. “Sinceramente, é outra pessoa. É uma pessoa que mostrava uma coisa aqui pra gente, mas dentro de quatro paredes, o que ele fez com a filha, cuspindo, batendo, falando palavras de baixo calão, arrastando, enforcando, asfixiando a menina”.
Entenda o caso
A Polícia Civil investiga o cantor paraibano João Lima por violência doméstica contra a esposa, após vídeos divulgados em redes sociais mostrarem agressões. A vítima registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de João Pessoa.
Após a repercussão do caso, a esposa de João Lima, a médica Raphaella Brilhante, publicou um texto nas redes sociais onde confirmou publicamente, pela primeira vez, a violência sofrida. Ela relatou que está enfrentando “uma dor que atravessa o corpo, a alma, e a história”, e disse que “não há palavras que expliquem o impacto disso na vida de alguém”.
A médica, que também atua como influenciadora e soma mais de 600 mil seguidores em apenas uma rede social, disse que “nenhuma mulher deveria precisar chegar a esse ponto para ser ouvida” e reiterou que as medidas legais estão sendo tomadas com respeito à Justiça.
Como denunciar violência contra a mulher
Denúncias de estupros, tentativas de feminicídios, feminicídios e outros tipos de violência contra a mulher podem ser feitas por meio de três telefones:
- 197 (Disque Denúncia da Polícia Civil)
- 180 (Central de Atendimento à Mulher)
- 190 (Disque Denúncia da Polícia Militar – em casos de emergência)