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Estudo publicado pela Psychological Medicine aponta que medicamento Prucaloprida estimula receptor de serotonina no cérebro – Foto: Pexels

Um estudo publicado neste, domingo, 14 de junho, na revista científica Psychological Medicine aponta que um medicamento utilizado para tratar constipação crônica pode ajudar a melhorar problemas cognitivos associados à depressão.

Dificuldades de concentração, memória e raciocínio, popularmente conhecidas como “névoa mental”, são sintomas frequentes em pessoas com transtornos mentais e podem persistir mesmo após a melhora do quadro depressivo.

A pesquisa recrutou 50 pacientes, entre 18 e 40 anos, que haviam enfrentado pelo menos dois episódios de depressão. Todos os participantes estavam recuperados havia pelo menos seis meses e não faziam uso de medicamentos no momento do estudo.

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Os voluntários foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Um deles recebeu 2 miligramas de prucaloprida, dose atualmente aprovada para o tratamento da constipação crônica durante um período de sete a dez dias. O outro grupo recebeu placebo, ou seja, sem princípio ativo.

Antes e depois da intervenção, os participantes realizaram uma série de testes para avaliar funções cognitivas, incluindo memória de curto e longo prazo, função executiva e processamento emocional. Os resultados mostraram que aqueles que receberam a prucaloprida apresentaram maior rapidez e precisão nas tarefas cognitivas em comparação ao grupo placebo.

Segundo a Dra. Angharad de Cates, da Universidade de Birmingham e autora correspondente do estudo, os resultados são promissores.

“Problemas cognitivos, ou névoa mental, são uma característica importante e frequentemente negligenciada da depressão, podendo persistir mesmo quando o humor melhora. Nosso estudo sugere que um medicamento direcionado ao receptor de serotonina 5-HT4, já utilizado para constipação crônica, pode melhorar o funcionamento cognitivo em pessoas com histórico de depressão”, diz Angharad.

A iniciativa reforça o potencial de reaproveitamento de medicamentos já existentes para o tratamento de sintomas da depressão.

A professora Susannah Murphy, associada da Universidade de Oxford e autora principal do estudo, afirmou: “Para muitas pessoas, a recuperação da depressão é incompleta porque as dificuldades de memória e concentração persistem. Este estudo fornece evidências iniciais de que os agonistas do receptor 5-HT4 podem ajudar a restaurar aspectos da função cognitiva, abrindo uma nova e promissora direção para o desenvolvimento de tratamentos”.

A equipe de pesquisa continua investigando maneiras de abordar problemas cognitivos, que são prevalentes em pessoas com transtornos depressivos maiores e podem afetar a memória de curto e longo prazo, a atenção e o foco.

CNN Brasil

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