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PRF apreendeu canetas e medicamentos emagrecedores contrabandeados do Paraguai na BR-020, em Caucaia. — Foto: PRF/ Divulgação

Com a popularização das canetas emagrecedoras, encontraram os medicamentos tem à venda, de maneira irregular, nas redes sociais. A TV Verdes Mares encontrou perfis que comercializavam os itens irregularmente, em doses fracionadas, em redes sociais como Instagram e WhatsApp. Os preços variavam de R$ 150 a R$ 1400.

Desde 2025, as chamadas canetas emagrecedoras se aprovaram pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para tratamento de diabetes e obesidade. Isso vale desde que com acompanhamento médico.

Sua comercialização deve ocorrer somente por meio de estabelecimentos autorizados a lidar com a manipulação de medicamentos, como farmácias e clínicas habilitadas. A venda do medicamento precisa de retenção de receita, assim como antibióticos.

Especialistas alertam que comprar canetas emagrecedoras fora de estabelecimentos autorizados gera uma série de riscos. Isso ocorre uma vez que não há como saber se adulteraram a substância que está na seringa. Além disso, também não se sabe se o medicamento se armazenou corretamente.

Ao longo de 2025, a Receita Federal apreendeu cerca de 2 mil canetas emagrecedoras no Aeroporto de Fortaleza que estavam sendo transportadas ilegalmente. Somente em janeiro de 2026, o órgão apreendeu 1.842 ampolas em uma transportadora de Fortaleza. Vão destruir os produtos.

Na terça-feira, 10 de fevereiro, a Polícia Civil prendeu, em Fortaleza, um homem de 28 anos em posse de dez canetas emagrecedoras, documentos falsos, 31 cartões em nome de terceiros e maquinetas de cartão. Além disso, no dia 27 de janeiro, a Polícia Rodoviária Federal prendeu no Ceará um homem que estava contrabandeado os produtos do Paraguai.

Para alertar a população, a Anvisa emitiu um alerta contra o uso das canetas sem acompanhamento médico. No comunicado, a agência afirma que está investigando seis casos suspeitos de pancreatite aguda grave. Esses casos envolvem pacientes que fazem uso do medicamento.

O alerta da Anvisa inclui todos os medicamentos que contenham semaglutida, liraglutida, tirzepatida e dulaglutida. Isso abrange todas as canetas registradas e autorizadas no país.

‘Se morrer, morre magro’

Um dos perfis encontrados pela reportagem comercializando irregularmente o medicamento foi de um influenciador digital com mais de 300 mil seguidores, no município de Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Em sua conta no WhatsApp, ele publica preços e prints de conversas com clientes. Em uma das conversas divulgadas, o cliente pergunta se poderia morrer ao tomar 4 doses de 5mg, no que o homem responde: “Se você morrer, pelo menos morre magro. Morre feliz”. Além disso, outro perfil encontrado é de uma mulher que se apresenta como nutricionista, em Fortaleza. Na sua página no Instagram, ela compartilhava preços nos Stories e ainda mostrava as doses sendo enviadas aos clientes. Inclusive, ela enviava para cidades do interior.

Conforme o Conselho Regional de Nutrição (CRN) do Ceará, nutricionistas não estão autorizados a prescrever canetas emagrecedoras. O conselho também informou que o registro dela está cancelado. Além disso, a reportagem contatou um familiar dela, que negou a venda dos medicamentos, apesar dos registros de anúncio no perfil da mulher.

Uso sem acompanhamento e venda irregular geram riscos

À TV Verdes Mares, a médica endocrinologista Ana Flávia Torquatto destacou a importância de só fazer uso da substância com acompanhamento médico. Ela reforçou que é necessário adquirir apenas de locais confiáveis, como farmácias, para garantir que o medicamento não tenha sofrido adulterações.

“É fundamental que seja utilizada a medicação real, de fato, que foi fiscalizada, que foi aprovada, que é vendida na farmácia. Esse mercado paralelo que se desenvolveu é extremamente perigoso. A gente não sabe que tipo de produto dessas seringas que são vendidas às vezes por um vizinho, grupo de WhatsApp, salão de beleza. Então realmente é extremamente perigoso, primeiro porque a gente não sabe do se trata, e segundo que mesmo que seja uma medicação que foi trazida [legalmente] a gente não sabe como foi armazenada”, alerta.

A nutricionista e coordenadora do setor técnico do Conselho Regional de Nutrição, Emanuela Catunda, aponta ainda que os pacientes que utilizam esse tipo de medicamento precisam de acompanhamento nutricional. Isso é necessário para evitar problemas de saúde.

“A nutrição não é opcional, ela é essencial, indispensável para o acompanhamento nutricional desse paciente porque vai ocorrer uma perda de peso e a gente precisa garantir que não haja uma perda também da massa magra ou uma deficiência nutricional”, disse.

G1 CE

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