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Polícia
Central de Polícia de João Pessoa — Foto: Divulgação/Assessoria de Comunicação da Polícia Civil da Paraíba

A Polícia Civil da Paraíba cumpriu um mandado de busca e apreensão contra um suspeito de ameaçar estudantes de uma escola em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, para que elas enviassem vídeos praticando atos sexuais. A ação aconteceu nesta quinta-feira, 3 de setembro, durante uma investigação conduzida pela Delegacia de Crimes Cibernéticos.

A ação faz parte da Operação Rede Limpa II, e segundo a investigação, o suspeito mantinha vários perfis falsos na rede social Instagram e usava essas contas para ameaçar estudantes de uma mesma escola no município de Santa Rita para conseguir vídeos em que elas praticassem atos sexuais. Segundo a polícia, o suspeito também mora na mesma cidade.

A investigação começou após a denúncia de uma das estudantes. Segundo o delegado João Ricardo, responsável pelo caso, três vítimas já foram identificadas.

“Chegamos até ele através da denúncia de uma das vítimas, o que mostra a importância de denunciar. Muitas vezes, nesse tipo de crime, a gente começa com uma denúncia e a gente vê que o agressor faz vítimas em vários estados do país. Nesse caso específico, começamos com uma e já estamos com três vítimas. Há uma chance muito grande de haver mais vítimas”, disse o delegado.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito conversava com meninas de 13 anos e alterava as conversas para criar a impressão de que elas também queriam receber ou enviar fotos íntimas.

A partir desse material, segundo o delegado, ele fazia ameaças de que iria expor as vítimas e pressionava as estudantes a gravar vídeos íntimos.

O delegado explica que os perfis usados por ele tinham nomes diferentes e não faziam referência ao nome dele. Segundo o delegado, as contas também não utilizavam fotos que permitissem relacioná-las ao suspeito.

“Muitas vezes o perfil tem a foto de um adolescente para começar aquela conversa, apesar de ele ter mais de 30 anos de idade. São perfis com todos os dados falsos para ludibriar a vítima”, explicou o delegado.

O suspeito não foi preso durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão. Segundo o delegado João Ricardo, no momento da ação não foram identificadas imagens no aparelho que permitissem uma prisão naquele instante.

Ainda de acordo com ele, a ausência dessas imagens no momento da apreensão não impede o andamento do processo. O material recolhido será analisado e a Polícia Civil pretende reunir documentos e outras evidências para encaminhar o caso ao Ministério Público.

“Nesse caso específico a gente não conseguiu identificar no momento as imagens, o que também não faria diferença no contexto final do processo. A gente vai reunir todos os documentos possíveis para que ele seja processado pelo MP, que tenha sua pena devidamente realizada, porque pelo que nós apreendemos, vamos analisar e mesmo que ele tenha tentado apagar, nós vamos conseguir ter acesso”.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, o celular do suspeito foi apreendido e será analisado pela Polícia Civil. Segundo a polícia, o conteúdo será analisado para dar continuidade e finalizar a investigação.

G1 PB

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