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Cartão Nacional de Saúde (CNS) passará a ser emitido com o CPF, anuncia Ministério da Saúde — Foto: Divulgação

O Cadastro de Pessoa Física (CPF) será o identificador único para todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A mudança, oficializada nesta terça-feira, 16 de setembro, pelos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Gestão e Inovação (MGI), Esther Dweck, é o aspecto mais visível de uma reestruturação na forma como será construída a base de dados do sistema de saúde.

🚑 Aplicativo Meu SUS Digital: A unificação do cadastro usando o CPF facilitará a integração com outras bases e sistemas de saúde, ampliando os serviços e informações disponíveis para a população. A principal ferramenta para a população é o “Meu SUS Digital“, aplicativo oficial do Ministério da Saúde.

No aplicativo é possível encontrar:

Para os gestores do SUS, uso do CPF permitirá um histórico único de saúde de cada paciente, acessível em qualquer unidade de saúde do país. Isso vai facilitar o acompanhamento de programas de saúde (inclusive entre diferentes ministérios), considerando que atualmente 87% das UBS utilizam prontuário eletrônico.

o atender pessoas sem CPF

Mesmo sem CPF, os pacientes continuam sendo atendidos no SUS. Nesses casos, se criará um cadastro temporário, válido por até 1 ano, principalmente para emergências. Após a alta ou regularização, é necessária a prova de vida e a inclusão do CPF.

Populações sem CPF (como estrangeiros, bem como indígenas e ribeirinhos) continuarão registradas pelo CNS, agora considerado um cadastro complementar.

Processo para unificação

Desde julho de 2025, o governo começou então a revisar o CADSUS (Cadastro de usuários do SUS). Dos 340 milhões de registros, 54 milhões já foram suspensos por não terem CPF. Assim, hoje, restam 286,8 milhões ativos, sendo 246 milhões já vinculados ao CPF. Além disso, o processo também alcança cadastros inconsistentes ou duplicados.

Até abril de 2026, 111 milhões de cadastros sem CPF ou inconsistentes devem ser inativados. Assim sendo, a meta é que o sistema reflita o número de CPFs ativos na Receita Federal (228,9 milhões).

O Ministério da Saúde acredita que a medida facilita a continuidade do cuidado em diferentes serviços de saúde e fortalece a transparência do sistema.

Para os gestores, a integração de dados traz bases mais seguras e confiáveis, permitindo avaliar políticas públicas de forma mais precisa e combater fraudes e duplicidades.

O anúncio foi detalhado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, bem como pela ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, nesta terça-feira, 16 de setembro.

Padilha afirmou assim que este é um passo decisivo para o SUS e um desafio enorme. Ainda mais, ele destacou que poder cruzar os dados ajuda a combater o desperdício, garantindo efetividade e equidade. O ministro falou ainda em evolução tecnológica, mas sem deixar ninguém para trás, inclusive o estrangeiro.

Integração nacional de dados

O Cadastro de usuários do SUS (CADSUS) será incorporado à Infraestrutura Nacional de Dados (IND), permitindo cruzamento seguro com bases do IBGE, CadÚnico e outros órgãos, sem necessidade de transferir todo o banco. A ação busca melhorar o monitoramento, combater o desperdício e fortalecer a gestão pública.

O Ministério da Saúde vai readequar todos os sistemas de informação do SUS para utilização do CPF, começando pelos mais utilizados, como:

Confira alguns dos 41 sistemas nacionais de saúde que integrarão o CPF:

A medida será pactuada com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). O prazo de conclusão da integração é dezembro de 2026.

G1

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