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Fabricação do medicamento para perda de peso da Eli Lilly, Foundayo, em uma fábrica em Carolina, Porto Rico. — Foto: Eli Lilly via AP

A agência reguladora dos Estados Unidos (FDA) aprovou nesta quarta-feira, 1 de abril, uma nova pílula para tratamento da obesidade desenvolvida pela Eli Lilly, mesma farmacêutica responsável pelo Mounjaro.

O medicamento, chamado orforglipron, será comercializado com o nome Foundayo. Segundo a agência de notícias Reuters, os testes clínicos mostraram que pacientes com obesidade perderam, em média, 12% a 15% do peso corporal.

Essa é a segunda pílula diária para perda de peso aprovada pelo órgão. A primeira foi a versão em comprimido do Wegovy, da Novo Nordisk, liberada em dezembro de 2025. Segundo especialistas, os dois medicamentos apresentam resultados semelhantes na redução de peso.

Segundo o jornal The New York Times, a principal diferença está na praticidade. O orforglipron pode ser tomado a qualquer hora do dia, com ou sem alimentos, enquanto o comprimido de Wegovy exige ingestão em jejum e em horário específico — o que pode dificultar a adesão ao tratamento.

A empresa informou que começará a vender o Foundayo em 6 de abril. O preço inicial da dose mais baixa será de US$ 149 (cerca de R$ 768), segundo acordo anunciado pelo governo dos EUA no ano passado.

O sistema público Medicare deve cobrir o medicamento para parte dos pacientes, e a expectativa é que planos privados também passem a incluí-lo.

O remédio atua imitando um hormônio natural do organismo, ajudando a reduzir o apetite e controlar os níveis de açúcar no sangue. Em estudos com pessoas com Diabetes tipo 2, o uso da dose mais alta levou a uma queda média de 2,2 pontos percentuais na hemoglobina A1C, indicador de glicemia.

A Eli Lilly informou ainda que pretende solicitar à FDA a aprovação do medicamento também para tratamento do diabetes ainda neste ano.

Os efeitos colaterais observados foram semelhantes aos de outras terapias para emagrecimento, principalmente problemas gastrointestinais, como náusea e diarreia.

Especialistas ouvidos pelo The New York Times afirmam que a aprovação ocorre em um momento em que pacientes têm mais opções do que nunca, o que permite escolher o tratamento mais adequado com base em fatores como custo, conveniência e possíveis efeitos adversos.

G1

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