Barra de Cotações
📅 Última atualização: sex., 07.11.25 – 21h10
💵 Dólar: R$ 5,336 ↘ (0,22%) | 💶 Euro: R$ 6,174 ↗ (0,01%) | 💷 Libra: R$ 7,043 ↗ (0,23%) | 🪙 Bitcoin: R$ 551.145,13 ↗ (1,65) | ⛓️ Ethereum: R$ 18.321,93 ↗ (0,03%) | 🌕 Litecoin: R$ 545,21 ↗ (0,45%) | 🚀 Solana: R$ 862,24 ↘ (0,01%) 💵 Dólar: R$ 5,336 ↘ (0,22%) | 💶 Euro: R$ 6,174 ↗ (0,01) | 💷 Libra: R$ 7,043 ↗ (0,23%) | 🪙 Bitcoin: R$ 551.145,13 ↗ (1,65%) | ⛓️ Ethereum: R$ 18.321,93 ↗ (0,03%) | 🌕 Litecoin: R$ 545,21 ↗ (0,45%) | 🚀 Solana: R$ 862,24 ↘ (0,01%)
Bruna e Wilson Valencio trabalham juntos desde 2020 – Foto: Arquivo pessoal

Wilson Valencio Filho e Bruna Valencio não convivem só nas festas de família. Pai e filha são sócios e atuam lado a lado na empresa Sicro, que criou uma máquina brasileira para transformar água do mar em água doce para uso em embarcações. A companhia é do Guarujá, no litoral paulista, mas atende em várias regiões do país. 

A ideia de criar a empresa surgiu em 2001, quando Wilson já trabalhava fazendo reparos eletroeletrônicos de embarcações. Várias vezes se deparava com dessalinizadores importados —  equipamento que extrai da água do mar sal e outras substâncias e a transforma em água doce —, como da Itália e dos Estados Unidos.

Ele passou a perceber que era uma boa área, já que muitos desses aparelhos apresentavam problemas de fabricação e até com exportação de peças. Em paralelo com o serviço que já prestava no litoral, o empresário começou a desenvolver uma máquina própria e ir em busca de fornecedores próprios para a confecção do item. O investimento inicial foi de cerca de R$ 20 mil. 

No começo, segundo Wilson, precisava trazer algumas peças de fora do Brasil para a confecção, mas com o tempo, o mercado foi se ajustando. Além disso, ele também ajudou no desenvolvimento de uma bomba de alta pressão brasileira, que conseguisse aguentar com a composição da água salgada. 

“O desenvolvimento maior ainda foi fazer a cabeça deles [fornecedores], de que seria um bom negócio”, relembra. 

O dessalinizador criado pelo empresário usa a técnica de osmose reversa, que pressuriza a água salgada numa membrana semipermeável, em grande pressão, para que do outro lado dela mine água doce, que pode ser utilizada na higiene de embarcações, banhos e lavar louças.

“Ela fica doce, quase sem propriedades para o ser humano, então não é apropriada para o consumo humano. Ela tava a sua sede, não vai fazer mal, mas não traz nenhum benefício”, pontua. 

Com o tempo, a empresa foi ganhando o mercado. O boca a boca fez com que a empresa alavancasse com o equipamento que era conhecido como ‘dessalinizador do Wilson’ e, atualmente, além da sede da fábrica em Guarujá, há representantes em todo o litoral paulista, incluindo cidades de outros estados, como Itajaí, em Santa Catarina, e Angra dos Reis e Paraty, no Rio de Janeiro. 

Bruna se juntou ao pai na pandemia, em 2020. Formada em design de interiores, ela saiu de Santos e voltou à cidade natal, onde viu a oportunidade de trabalhar com Wilson na venda dessa “invenção” dele. A filha mais nova também integra a empresa na área financeira e jurídica. 

“Sempre admirei esse sistema, essa invenção do meu pai. A gente brinca que ele é um Professor Pardal [personagem da Disney], porque ele é uma pessoa inteligente”, pondera.

Ela explica que o dispositivo faz a partir de 130 litros de água por hora, mas eles têm modelos que produzem também 240 e 360 litros de água. O equipamento instalado nas embarcações é automático e com monitoramento eletrônico, o que transforma a viagem em alto mar mais confortável.

O diferencial do produto desenvolvido por eles, conforme a filha, é que se trata de uma máquina brasileira, com reposição de peças a pronta entrega e em território nacional. Além disso, tem o pós-venda. “O cliente, por ser uma empresa nacional e familiar, tem contato direto com a gente. Por exemplo, se danifica alguma coisa durante um passeio ou celebração, eles nos ligam e conseguimos resolver”, explica. 

Os dois formam uma grande equipe, conforme contam, e tiram grandes aprendizados do trabalho em família. “Ao mesmo tempo que é desafiador, é bonito é admirável. Quando sabem que eu sou filha dele, sempre escuto elogios, as pessoas admiram ele por algum motivo. Se eu não trabalhasse junto, não saberia e não conseguiria ver ele com esses olhos”, admite Bruna.

Terra

O que você achou desta publicação?

Obrigado pela sua avaliação!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *