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Égua relincha no velório do tutor em Blumenau — Foto: Reprodução/Redes sociais

Quando pediu para levar a égua Nina para o velório do pai em Blumenau (SC), Daiane Krug Palmeira queria que o animal se despedisse do tutor, Pedro Krug, de 70 anos. Quando o equino relinchou ao vê-lo no caixão, toda a família se emocionou.

“Ensinou a dar a pata e pedia para ela deitar no ombro dele e ela deitava a cabeça. Enfim, ele tinha uma relação de muito amor com ela. Ele sempre foi apaixonado por animais”, contou Daiane.

O velório ocorreu na segunda-feira, 27 de abril, e o momento em que o animal foi levado para se despedir do tutor foi filmado. É possível ver que a égua é puxada até perto do caixão e, ao se aproximar do corpo do tutor, ela relincha. O equino continua perto do dono, enquanto recebe carinho de outras pessoas.

Ao g1, Daiane contou que seu pai era tutor da égua Nina há oito anos. Segundo ela, o pai domou e deixou o equino manso.

“Uma das alegrias dele era colocar as crianças para andar nela. Fazia a alegria da criançada, outra paixão dele”, disse a filha.

Pedro Krug com a égua Nina — Foto: Daiane Cristina Krug Palmeira/Arquivo pessoal

Tutor teve três tumores cerebrais

A filha contou que a égua ficava em uma baia na entrada da casa de Pedro e costumava ir todos os dias a um espaço onde podia pastar. Nos últimos meses, porém, ele passou a enfrentar problemas de saúde e deixou de ver o animal diariamente.

“Desde que descobriu que estava com três tumores cerebrais, em novembro de 2025, ficou sem ver a Nina todos os dias”, resumiu a filha.

Após sair do hospital, Pedro passou a morar com Daiane, onde recebeu os cuidados da família. Como o local ficava distante da casa dele, ele passou cerca de um mês e meio sem ver a égua — entre 17 de novembro e 1º de janeiro de 2026.

No primeiro dia do ano, Pedro foi até o rancho onde Nina estava sendo cuidada para visitá-la.

“Depois desse dia, ele a viu mais duas vezes. Uma delas foi na semana passada, quando já estava bem debilitado”, contou.

Antes de Nina, Pedro teve o cavalo Pingo por 33 anos. O animal foi enterrado em frente à casa dele.

G1 SC

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