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📅 Última atualização: sex., 07.11.25 – 21h10
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Neymar teve lesão diagnosticada na Seleção – Foto: Reprodução / Jogada10

Antes de mais nada, o “muro das lamentações” precisa ser erguido com clareza: este texto não é uma torcida contra a presença de Neymar na Copa do Mundo de 2026. Pelo contrário. O futebol brasileiro seria muito melhor se ele estivesse voando em campo, ajudando a Seleção a recuperar o protagonismo mundial.

Posto isso, é impossível ignorar como a nova lesão do craque funcionou como um reagente químico, expondo duas mazelas explícitas do nosso esporte: o amadorismo desesperado da diretoria do Santos e o comportamento doentio que sequestrou as redes sociais.

A começar pela Vila Belmiro. O Santos não apenas omitiu, o clube faltou com a verdade de forma deliberada ao garantir que Neymar se apresentaria à Seleção Brasileira com condições de jogo. Mentiram o departamento médico, o presidente e o treinador.

Trataram uma lesão complexa com o amadorismo de uma criança que tenta esconder a nota vermelha dos pais. Sustentaram uma farsa frágil que ruiu no primeiro exame de imagem na CBF. A troco de que o Santos aceitou queimar a própria credibilidade institucional? O Peixe se comportou como fã-clube, não como o gigante que é.

E é aí que entra o exército do fanatismo cego. Diante das primeiras notícias da gravidade da lesão, os “parças virtuais” do jogador iniciaram uma caça às bruxas. Lincharam virtualmente jornalistas que ousaram fazer o básico: reportar a verdade.

Para essa bolha, o fato não importa, o que importa é a manutenção do mito. Criou-se uma dinâmica onde a informação médica real virou “complô” e o desejo da torcida virou “verdade absoluta”.

Imagine o leitor se uma horda de desconhecidos invadisse o seu local de trabalho para te xingar e ameaçar simplesmente porque você cumpriu a sua obrigação profissional. É o ápice do comportamento primitivo estimulado por quem prefere a mentira confortável à realidade nua e crua.

Assim como aconteceu nas crises recentes de Cruzeiro, Corinthians e São Paulo, o jornalismo profissional e factual venceu. Os repórteres atacados estavam certos, a diretoria do Santos e os influenciadores de crachá estavam errados.

Mas a vitória do fato é amarga. O fanatismo que cega as redes sociais continuará mirando o mensageiro, poupando aqueles que usam a mentira como estratégia de gestão. No fim, quem deveria estar em campo dando orgulho ao país virou o centro de um enredo onde o Santos e os fanáticos deveriam, sinceramente, sentir vergonha.

Terra

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