
O pai da ginasta Rebeca Andrade, Ricardo Andrade, morreu, conforme revelou neste domingo, 28, Elisama Andrade, irmã da atleta, em uma publicação de despedida nas redes sociais. Até a publicação desta reportagem, a medalhista olímpica de 27 anos ainda não havia se pronunciado publicamente sobre a perda.
A infância de Rebeca Andrade teve um período de distanciamento em relação ao pai, Ricardo, quando os cuidados da ginasta ficaram sob responsabilidade da mãe, Dona Rosa. Ainda assim, ao longo dos anos, a atleta manteve declarações de carinho pelo pai e chegou a indicar uma reaproximação em diferentes momentos da vida.
Durante participação no programa Faustão na Band, em 2024, a ginasta falou abertamente sobre o vínculo com o pai. “O meu pai é meu pai e nunca vai deixar de ser meu pai. Eu amo muito ele, tenho um carinho enorme e lembranças muito boas. Meu pai não acompanhou tanto essa parte do esporte porque ele não estava tão próximo. É por isso que eu falo mais da minha mãe e dos meus irmãos. Eles acompanharam mais o meu começo”, afirmou na ocasião.
Na mesma entrevista, Rebeca também comentou sobre o histórico familiar e sobre a forma como lida com a relação com os pais. “Eu agradeço muito pelos pais que eu tenho. Mesmo com as dificuldades que tivemos, com a questão deles, ficando distantes. Mas faz parte. Eu sou uma pessoa feliz, saudável, resolvida, com muita gente que me ama. É o que desejo para as pessoas também”, disse a atleta.
Também em entrevista ao Faustão na Band, Ricardo falou sobre a relação com a família e reconheceu que a criação dos filhos ficou sob responsabilidade de Dona Rosa. Embora não tivesse acompanhado de perto a rotina esportiva da filha, ele aproveitou a ocasião para se declarar à ginasta. “O que eu posso dizer sobre a Rebeca é que não sou só o pai dela, mas também fã número um”, afirmou.
O pai da atleta ainda relembrou o início da trajetória da filha na ginástica e destacou a dedicação dela desde a infância. “Lembro dela quando pequena, quando começou na ginástica. Ela se dedicou muito e quebrou muitas barreiras. E agora ajuda muito essas meninas aqui do Vila Fátima (bairro onde morou) a ver que também podem, como a Rebeca, vencer”, contou, na época.