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Joshua Pereira e a mãe, Natália Pereira. A criança caiu do segundo andar do prédio onde mora, em Caruaru, mas já está fora de perigo. — Foto: Arte/g1

Joshua Pereira, o menino de 5 anos que ficou gravemente ferido ao cair do segundo andar do prédio onde mora em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, não corre mais risco de vida, segundo a família. O garoto foi socorrido ainda no interior. No entanto, ele precisou ser transferido de helicóptero para o Recife, onde segue internado no Hospital da Restauração.

O acidente aconteceu no dia 20 de fevereiro. À TV Globo, a mãe da criança, a gerente administrativa Natália Pereira, contou que ele está em observação. Porém, segundo o médico que o acompanha, está fora de perigo e sem sequelas.

“A gente vai levar para um psicólogo, vai levar para uma fono e fazer todo o acompanhamento que a gente tem que fazer. Como mãe, eu posso dizer a você que eu senti a dor da morte quando vi meu filho entubado na UPA, mas sempre acreditando que o Senhor iria fazer o melhor, sempre. Não teve nada que me deixasse desesperada”, disse.

Mesmo com o filho com o quadro de saúde mais estável, a mãe explicou que pretende manter o acompanhamento médico completo. Além disso, ela contou o medo que sentiu durante o acidente.

“A gente ficou em observação esses dias, ele se alimentando, [vendo] se, com a sonda, ele ia passar mal, se ele ia vomitar, mas não. Ele conseguiu sentar, o movimento das mãos. Assim que ele voltou no sábado (21), ele já movimentava tudo. O médico disse que a gente não precisa ter preocupação. Ele não corre risco de vida. Não ficou sequela, nada”, detalhou.

Transferência para o Recife

Natália contou que estava indo buscá-lo para levar ao reforço escolar quando soube da notícia. Segundo a mãe, a pessoa que estava com ele em casa agiu rapidamente. Assim, ela o socorreu antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

“A menina que estava com ele estava muito desesperada, socorreu ele rápido, não esperou o Samu, já pegou ele no colo, colocou no carro e levou. Imediato, quando chegou na UPA, quando eu cheguei, eles já estavam entubando ele, e a gente conseguiu que, em 40 minutos, o helicóptero chegasse no Regional [Hospital Regional do Agreste, em Caruaru]”, informou.

Ela contou que, ao chegar à unidade, no bairro de Indianópolis, em Caruaru, encontrou uma equipe já mobilizada para atender o filho. Ainda assim, ela precisou autorizar uma avaliação médica antes da transferência para o Recife.

“Na chegada do Regional, que foi a parte mais difícil, que foi quando a gente chegou, já tinha um médico esperando por ele, com uma sala pronta, que pediu autorização a mim: ‘mãe, a gente pode dar uma olhada nele antes de ir para o Recife? A senhora autoriza?’. Eu disse: ‘Autorizo, doutor’. O helicóptero vai ficar aqui, a gente vai descer com a máquina, tudo, não vai acontecer nada”, disse.

Ainda segundo a mãe, houve momentos de oração durante o atendimento e a transferência para a capital pernambucana.

“A gente orou junto, o pessoal da polícia também orou comigo, veio o tempo todo de Caruaru até aqui orando comigo, pegando na minha mão. Quando a gente desceu aqui, já estava toda a equipe esperando por ele. […] No outro dia, eles pediram uma ressonância para desencargo de consciência. ‘Não custa nada, mãezinha, a gente vai dar uma alta podendo fazer aqui’. Eu disse: “Não, doutor, eu passo o resto da minha vida aqui, agora eu só saio quando estiver tudo certo”. E assim, para glória e honra do Senhor Jesus, quando saiu a ressonância, não tinha nada”, contou.

G1 PE

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